Suspeitos de tentar aplicar golpe do seguro de vida contra jovem com câncer em Minas são alvo da polícia
Caso, ocorrido em Crucilândia, é investigado pela Polícia Civil como estelionato

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu, nesta terça-feira (4), mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao casal suspeito de tentar aplicar o golpe do seguro de vida contra uma jovem de Crucilândia, na Grande BH, que morreu em consequência de um câncer no cérebro. O caso, tratado pela polícia como estelionato, foi revelado com exclusividade pela Itatiaia no dia 9 de março deste ano.
“Durante a ação policial foram apreendidos computadores, celulares e outros objetos que serão submetidos a exames periciais e os laudos irão contribuir com o trabalho investigativo. O inquérito policial segue em tramitação na Delegacia da Polícia Civil de Itaguara e, assim que concluído, será remetido ao Poder Judiciário para as medidas legais cabíveis”, informa nota da PC enviada à Itatiaia nesta manhã.
A Itatiaia entrou em contato com os envolvidos nesta terça-feira (4) e aguarda retorno. Em março, o casal não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem.
Relembre
O caso envolve Dayana Renata Silva Morais. De acordo com o boletim de ocorrência, o seguro, com apólice de R$ 110 mil, foi feito seis dias antes de ela morrer, em julho de 2022. O plano só não foi concretizado porque a seguradora, de São Paulo, desconfiou e enviou um representante até a casa da vítima para confirmar a contratação.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o marido da vítima ficou surpreso ao ser informado pelo funcionário da seguradora sobre a apólice, já que ele e a esposa tinham total desconhecimento do fato. Durante a conversa, o representante informou que a beneficiária seria uma tia de Dayana e mostrou uma foto da contratante. Para a surpresa dele, a imagem era de uma funcionária da Prefeitura de Crucilândia, que não tinha nenhum parentesco ou relação com a família. A suspeita é casada com um motorista da prefeitura, que transportou a vítima 'várias vezes' durante o tratamento do câncer. O homem também prestaria serviço para a funerária Itapax de Itaguara. Ainda de acordo com o registro policial, o funcionário da seguradora alertou o marido que se tratava de um provável golpe e orientou que ele procurasse a polícia.
A funcionária suspeita de ser a beneficiária da apólice deixou a Prefeitura de Crucilândia no final do ano passado, conforme consta no Portal da Transparência.
Na época, a reportagem da Itatiaia teve acesso a documentos que comprovam a trama.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está na editoria de cidades.
