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Saiba como se proteger de perigos da rede elétrica durante tempestades e alagamentos

Boa parte de Minas Gerais deve receber grande quantidade de chuva nos próximos dias.

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Raio é registrado em Belo Horizonte, Minas Gerais. • Henrique André/Itatiaia

Devido ao início do período chuvoso em Minas Gerais que é acompanhado do aumento na incidência dos raios no estado, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) publicou um alerta para a população sobre os perigos da rede elétrica durante o período de chuva e tempestades.

Ainda conforme a Cemig, somente em 2024, a companhia registrou 1,5 milhão de raios em todo o estado. Desde o mês de outubro, quando iniciou o período chuvoso, a empresa já contabilizou 943 mil descargas atmosféricas. O alerta foi publicado nessa quinta-feira (8). Nesta época do ano, as tempestades são caracterizadas por grande volume de água e muitos raios, aumentando os riscos para o sistema de distribuição e também para a rede interna dos clientes. Por isso, a Cemig ressalta dicas de segurança com a eletricidade para a população.

Segundo o setor de Meteorologia da Cemig, nos próximos dias, há possibilidade de formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e que deve resultar em chuvas significativas em Minas Gerais. Esse sistema fica posicionado na faixa mais ao Norte do estado e, com isso, os maiores volumes são esperados para as regiões Norte, Nordeste e parte do Leste.

O engenheiro eletricista da Cemig, Demetrio Aguiar, explica que as pessoas devem buscar abrigo seguro ao primeiro sinal de tempestade, em locais como um carro ou construções de alvenaria. Além disso, deve-se evitar áreas descampadas, próximas de árvores e postes, bem como regiões propensas a alagamentos.

“A proteção oferecida por carros e construções de alvenaria contra raios se baseia no princípio da 'Gaiola de Faraday'. Essa teoria demonstra que uma estrutura condutora fechada, como a carroceria metálica de um veículo ou as paredes de concreto armado, atua como um escudo eletrostático. Quando um raio atinge essa estrutura, a corrente elétrica se dispersa pela superfície externa, sem entrar em seu interior”, explica.

Mortes pela chuva em MG; mais de 1.500 pessoas foram afetadas

A última morte confirmada em decorrência das chuvas intensas que atingem Minas Gerais, foi na manhã dessa sexta-feira (10), conforme a Defesa Civil Estadual. O acidente ocorreu no município de Tombos (Zona da Mata), elevando para 13 o número total de vítimas fatais desde o início do período chuvoso em outubro do ano passado.

Estrutura de posto de combustíveis em Viçosa caiu após forte chuva na cidade.

Conforme as informações divulgadas, o caso mais recente aconteceu na zona rural de Córrego das Bananeiras, próximo à divisa com o município de Faria Lemos. Um jovem, montado em um animal, tentou atravessar um riacho, mas água estava acima do normal. Ele não conseguiu concluir a travessia sendo arrastado pela forte correnteza. O corpo da vítima já foi localizado pelas autoridades.

Mortes do período da chuva

  • primeiro óbito foi registrado em novembro, na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A influenciadora Jhei Soares Martins, de 28 anos, foi arrastada pela enxurrada na Avenida Rondon Pacheco, após o carro em que ela e o marido estavam ser tomado pela água.
  • No dia 19 de dezembro, três pessoas faleceram após o carro que elas estavam ser engolido por uma cratera que se abriu repentinamente na BR-474 em Ipanema, no Vale do Rio Doce.
  • Um idoso de 70 anos também morreu ao ser arrastado pela forte correnteza e transbordamento de um riacho na cidade de Maripá de Minas, na Zona da Mata de Minas Gerais, em 22 de dezembro.
  • Em 24 de dezembro, o corpo da sexta vítima foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros em Coronel Pacheco, no Vale do Rio Doce. Uma mulher, de 50 anos, estava em um carro com dois homens, quando o motorista perdeu o controle da direção e o veículo foi arrastado para um ribeirão. O acidente aconteceu no domingo.
  • Os dois homens conseguiram sair a tempo, mas a mulher ficou presa e não conseguiu escapar. Segundo os bombeiros, a vítima ficou com medo por não saber nadar. Ela faria aniversário no dia 26.
  • Em Raul Soares, na Zona da Mata Mineira, conforme a Defesa Civil Estadual, duas pessoas morreram.
  • Em 29 de dezembro, as águas do Ribeirão Menezes, em Nepomuceno (Centro-Oeste mineiro), subiram, causando inundação que atingiu aproximadamente quatro casas no bairro Vila Menezes e deixou uma ponte de acesso à comunidade de Nazaré de Minas submersa, impedindo o acesso. Nesse local, um veículo ocupado por três pessoas foi surpreendido pela força da correnteza sendo arrastado. Duas delas conseguiram sair, porém, um idoso de 78 anos que estava de passageiro foi levado pela correnteza e encontrado posteriormente.
  • Em 30 de dezembro, um homem, de 34 anos, perdeu a vida em Capinópolis (Triângulo Mineiro), após ser arrastado pela força da enxurrada para dentro do córrego, sendo levado pela correnteza.
  • No dia seguinte, a Defesa Civil confirmou a morte da jovem de 22 anos que faleceu nos fundos de casa em Alterosa (MG) foi arrastada por uma tromba d´água enquanto pescava.
  • Em 9 de janeiro, foram registradas duas mortes na Zona da Mata. Um idoso não resistiu ao ser soterrado em um deslizamento de terra em Carangola, onde a chuva superou 100 mm. Outro homem foi levado pela correnteza ao tentar atravessar a cavalo um córrego em Tombos.
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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.