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'Que ele pague por tudo o que fez', diz mãe de vítima de ex-professor de vôlei em BH

De acordo com as investigações, o homem utilizava perfis falsos em redes sociais, passando-se por um adolescente de 14 anos, para obter fotos íntimas de meninas com idades entre 11 e 12 anos

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Professor de vôlei é suspeito de aliciar meninas entre 9 e 12 anos em BH • Canva

 

"A gente espera que as autoridades não façam como da última vez, quando o soltaram. Ele não pode viver em sociedade." Esse é o desabafo da mãe de uma das vítimas, que não será identificada, sobre a prisão de um ex-professor de vôlei, de 40 anos, suspeito de aliciar ex-alunas de um colégio em Belo Horizonte. Ele foi preso nessa segunda-feira (30).

De acordo com as investigações, o homem utilizava perfis falsos em redes sociais, passando-se por um adolescente de 14 anos, para obter fotos íntimas de meninas com idades entre 11 e 12 anos.

Esta não é a primeira vez que o investigado enfrenta a justiça. Em 2021, ele já havia sido preso por armazenar material pornográfico infantil, utilizando um modus operandi semelhante.

"Um  ponto que chama a atenção é o registro de um episódio anterior, em 2021, com modo de atuação semelhante. Neste momento, o caso envolve crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, que recebem tratamento rigoroso na legislação brasileira", disse o advogado que representa as vítimas, Thiago Calazans.

"Nossa atuação está voltada ao acompanhamento próximo das famílias, garantindo suporte jurídico e buscando que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, com a responsabilização dentro dos limites da lei. Também reforçamos a importância da orientação e da vigilância, especialmente no ambiente digital, como forma de proteger crianças e adolescentes em situações como essa", acrescentou.

A farsa começou a ser desvendada quando a mãe de uma das alunas estranhou o conteúdo das mensagens trocadas pela filha com o que acreditava ser uma "colega" da mesma idade.

Ao investigar por conta própria, a mãe descobriu que outras meninas também mantinham contato com o perfil falso — algumas delas há pelo menos dois anos. O caso foi reportado à escola, que demitiu o professor, e à Polícia Civil.

O delegado Artur Martins da Costa Benício, da 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos, detalhou que o homem foi localizado em um hostel na região Centro-Sul de Belo Horizonte. "Durante a prisão, apreendemos um celular que será submetido à perícia para subsidiar a conclusão do inquérito", afirmou o delegado, em coletiva de imprensa nessa segunda-feira (30).

"Precisa pagar por todo o mal que causou a várias crianças'', finalizou a mãe de uma das vítimas.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.