'Quantas crianças mais vão precisar morrer?', questiona irmã de bebê morto por cerol em BH
Ravi Oliveira Dias estava brincando na rua quando a linha cortante atingiu o pescoço dele; tragédia aconteceu na Região da Pampulha

Ravi Oliveira Dias, um bebê de 1 ano e 9 meses, morreu nesta quarta-feira (27) após ser atingido por uma linha com cerol em Belo Horizonte. A irmã dele, Nahuana de Oliveira Santos, de 21 anos, relatou que a prática de soltar pipas com linhas cortantes é comum na região onde a família mora.
“Eu já tinha brigado com algumas crianças por causa da linha, mas não adianta. Hoje eu perdi meu irmão. Quantas crianças mais vão precisar morrer? Podia ter sido eu”, disse em entrevista à reportagem.
Ravi brincava com outra irmã em um carrinho de bebê quando foi atingido pela linha com cerol. “Um menino estava soltando papagaio. A linha passou na moto que estava na rua e atingiu o pescoço dele”, contou Nahuana.
A tragédia aconteceu no bairro Arvoredo II, na Região da Pampulha. Ravi foi socorrido e levado para a UPA Pampulha, mas não resistiu aos ferimentos.
Nahuana descreveu o irmão como uma criança alegre e agitada."Onde passava, todo mundo queria brincar. Uma criança muito boa e morrer assim, por uma linha", lamentou.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte e com as polícias Militar e Civil para obter mais informações sobre a ocorrência e sobre possíveis medidas de fiscalização contra o uso de linhas com cerol, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.




