Prefeitura de Santa Luzia, na Grande BH, paga 1ª parcela de dívida com Hospital São João de Deus
Unidade de saúde quase fechou as portas neste mês por falta de repasses; dívida completa deve ser quitada até julho

A Prefeitura de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, começou nesta segunda-feira (31) a pagar o restante dos repasses necessários para manter aberto o Hospital São João de Deus, a única unidade de saúde de alta complexidade, com capacidade de realizar grandes cirurgias do município. O hospital quase fechou as portas neste mês pela falta de dinheiro.
O montante de quase R$ 4 milhões será pago pela administração municipal em seis parcelas. A primeira foi paga, via pix, nesta segunda e a próxima será repassada daqui 15 dias ao centro de saúde. A expectativa é que a dívida seja quitada em julho.
"O que falta da dívida ainda é um valor de aproximadamente R$ 3,6 milhões. E aí, hoje nós estamos efetuando a primeira parcela, um valor um pouco superior a R$ 1 milhão. Depois nós temos mais cinco parcelas variando entre R$ 500 mil a R$ 600 mil. Pagando esse acordo, a gente começa a planejar o futuro. É uma coisa de cada vez. Nós estamos organizando a casa, dando prioridade para os serviços essenciais e a saúde é um deles. Tenho certeza que daqui uns dias nós vamos viver dias muito melhores", afirma.
"A gente está quitando o valor relativo ao ano passado. Como o contrato vence ao final desse ano, nós ainda vamos fazer uma repactuação de como será a partir do fim do contrato. Qual o tipo de serviço nós vamos comprar, quais os tipos de cirurgia serão atendidas aqui. Mas vale ressaltar que os pagamentos dos serviços que nós contratamos este ano estão todos em dia", diz.
Hospital deve demorar até 4 meses para normalizar atendimentos
"Graças a Deus, depois de toda essa batalha, conseguimos chegar num denominador comum. Com o pagamento desses atrasados, nós vamos conseguir agora reorganizar a casa e ver qual vai ser o caminho a ser trilhado pelo Hospital São João de Deus. A princípio [os atendimentos] não vão voltar na totalidade porque nossa equipe foi desmobilizada e devemos fornecedores. Então, o atendimento vai voltar gradativamente. Creio eu que, na média de 3 a 4 meses, a gente já vai estar de vento em polpa", comenta.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


