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Furto ou estelionato? Ponte de 20 metros do século XIX desaparece em MG

Secretário de Obras da cidade, Geraldo disse à Itatiaia nesta quarta-feira (10) que estrutra foi levada provavelmente, sexta-feira (5)

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Reprodução/ Defesa Civil de Prados-MG

Uma ponte de 20 metros foi levada da zona rural de Prados, cidade do Campo das Vertentes de Minas, em uma ação cinematográfica. O secretário de Obras da cidade, Geraldo Magela, disse à Itatiaia nesta quarta-feira (10) que a estrutura foi retirada do local, provavelmente, na sexta-feira (5) da semana passada.

“Usaram um caminhão munck, uma carreta grande, de prancha, e uma escavadeira”, disse Geraldo.

A ponte, inaugurada no século XIX, estava encravada na comunidade de Pintangueiras e não era usada por veículos, apenas por ciclistas. A ponte faz parte de um trecho desativado da malha da Estrada de Ferro Oeste de Minas e veio da Inglaterra para o Brasil no ano de 1850.

Furto ou estelionato?

Cleiton Lima, responsável pelo setor jurídico da Prefeitura de Prados, disse à Itatiaia que somente a investigação vai apontar se a ponte foi furtada ou vendida de maneira ilegal, já que pertence ao patrimônio da União.

"O evento, provavelmente, não se refere a um possível furto, e sim a uma alienação feita por determinada pessoa de Prados", que teria vendido a estrutura a um terceiro.

Cleiton reforça que a estrutura "está patrimoniada no serviço de patrimônio da União", o que deve atrair a "competência da Polícia Federal" para o caso. Ele ainda destacou: "Não é porque um aparato desse se encontra eventualmente num imóvel particular que automaticamente o proprietário desse imóvel passe a ter a propriedade dessa ponte, pois a União detém a posse e a propriedade efetiva", ressaltou.

O advogado destacou ainda que, se confirmada, a situação é descrita juridicamente como uma "alienação a non domino", ou seja, uma venda realizada por quem não é o dono efetivo, conduta que configura estelionato.

Apesar da gravidade, Cleiton faz ressalvas quanto ao estágio atual das apurações: "Não há qualquer imputação de crime a quem quer que seja" neste momento, e o caso segue para um "inquérito policial onde vão ser apuradas as circunstâncias em que essa alienação efetivamente aconteceu".

 

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.