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Passageiros reclamam de voos da Azul operados por empresa portuguesa; companhia explica

Relatos apontam problemas de entretenimento, espaço e estrutura durante viagens internacionais operados pela empresa portuguesa euroAtlantic Airways

Por e 
Azul utilizará aeronaves da euroAtlantic em voos para Lisboa • Reprodução/euroatlantic.pt

Passageiros que viajaram em voos internacionais da Azul operados pela empresa portuguesa euroAtlantic Airways voltaram a reclamar da experiência a bordo. Segundo os relatos recebidos pela Itatiaia, os aviões apresentam diferenças em relação às aeronaves próprias da companhia, principalmente em itens de conforto e entretenimento.

Alguns voos de longo curso da Azul são realizados em regime ACMI, modalidade em que uma empresa fornece a aeronave, a tripulação, a manutenção e o seguro para outra companhia aérea. A operação da euroAtlantic já vem sendo acompanhada pela Itatiaia.

O passageiro André Luiz de Brito Carvalho afirma que teve, segundo ele, a pior experiência em uma viagem aérea ao viajar para os Estados Unidos em um avião operado pela empresa portuguesa.

“Não tem opção de tela. O sistema de Wi-Fi para você assistir no celular não funciona. Eu não consegui esticar a perna e as entradas de ar-condicionado não funcionavam. Quando eu descobri que eu paguei mais caro para ir no Espaço Azul e lá não tem espaço, fiquei meio que revoltado, mas não tinha muito o que fazer. Sinceramente, eu nunca fiz uma viagem tão ruim na minha vida”, relatou.

O médico Hélio Noleto, que viaja com frequência para a Europa, também afirma ter percebido uma diferença entre os aviões operados pela euroAtlantic e os equipamentos próprios da Azul.

“Esse avião é bem ruim, sempre foge realmente dos padrões da Azul. Os aviões da Azul são todos muito novos, mas especificamente esse da euroAtlantic é um avião mais antigo, o avião mais velho e sempre com alguns problemas”, afirmou.

Segundo Noleto, entre os problemas enfrentados estão atrasos e dificuldades relacionadas à operação. Ele também relatou problemas com o sistema de entretenimento e com os banheiros.

“Às vezes atrasam, têm problemas para decolar, a tela de entretenimento, no meu caso, estava quebrada. E um banheiro só funcionando. Então, assim, foi realmente um pequeno caos”, disse.

Sindicato questiona contratação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) também questiona a contratação da empresa portuguesa para operar voos internacionais da Azul.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da entidade, Clauber Castilho, a preocupação envolve aspectos legais e regulatórios relacionados à utilização de uma empresa estrangeira nesse tipo de operação.

“Primeiro por uma questão legal, onde nós temos as empresas brasileiras aqui que seguem o regimento jurídico brasileiro. Isso nos garante uma operação segura e fiscalizada pela agência. Essa operação não se dá sobre esses preceitos. Então nós ingressamos com uma ação civil pública na Justiça Federal questionando todos esses pontos”, afirmou.

Aviões mais antigos não significam falta de segurança

Apesar das reclamações relacionadas ao conforto e à estrutura dos aviões, o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Fumec, Carlos Reis, afirma que a idade de uma aeronave, por si só, não determina se ela é segura.

Segundo o especialista, o principal fator é a manutenção e o cumprimento dos procedimentos determinados pelos órgãos reguladores.

“O que determina a qualidade de segurança de voo de uma aeronave, de uma empresa, não é a idade do avião necessariamente, mas o nível de atenção que é dado à manutenção dessas aeronaves”, explicou.

Carlos Reis destacou que existem aeronaves com décadas de operação que continuam sendo consideradas seguras justamente por seguirem os procedimentos de manutenção previstos.

O que diz a Azul

Em nota enviada à Itatiaia, a Azul afirmou que a parceria com a euroAtlantic Airways, realizada no regime ACMI, atende aos requisitos regulatórios e aos protocolos operacionais e de segurança da companhia.

A empresa também informou que as aeronaves são utilizadas em rotas de longo curso de acordo com o planejamento operacional e as aprovações regulatórias. Segundo a Azul, o tipo de aeronave e o operador são informados ao cliente durante a busca e a reserva do voo.

A companhia afirmou ainda que iniciou a renovação da frota de longo curso e já recebeu o primeiro de 11 novos Airbus A330neo previstos em contrato com a Airbus. O segundo deve ser recebido ainda no segundo semestre de 2026, enquanto os demais serão incorporados gradualmente nos próximos anos.

De acordo com a Azul, a chegada dos novos aviões permitirá a substituição progressiva dos equipamentos atualmente utilizados em regime ACMI.

A companhia também destacou a importância de Minas Gerais para sua operação. Segundo a empresa, o estado conta com operações em 17 localidades e mais de 8 mil voos regulares por mês, conectando Minas a 64 destinos nacionais e internacionais.

Em 2026, a Azul afirma ter ampliado a conectividade internacional a partir do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, com operação sazonal para Curaçao, no Caribe, e previsão de voos para Punta del Este, no Uruguai, durante o próximo verão.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

 

 

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