Pacientes denunciam espera de até 16 horas no Hospital Risoleta Neves, em BH; veja vídeo
Relatos apontam demora no atendimento, superlotação e falta de informações no pronto-socorro da unidade da região Norte da capital

Pacientes que buscaram atendimento no pronto-socorro do Hospital Risoleta Tolentino Neves, na região Norte de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (29), enfrentaram horas de espera e uma unidade lotada. À Itatiaia, usuários relataram demora de até 16 horas para serem atendidos e disseram que passaram o dia inteiro na recepção, mesmo com dores intensas e suspeitas de problemas que exigiam avaliação médica.
O auxiliar de serviços João Batista de Oliveira chegou ao hospital por volta das 7h com fortes dores na perna. Segundo ele, o problema persiste há mais de um mês e, até o início da noite, ainda não havia passado por consulta médica. "Cheguei às 7 horas da manhã e não me chamaram até agora. Isso é um absurdo. Ninguém vem para o hospital por brincadeira. Se tivesse condição, pagava um particular, mas não tem. Então a gente tem que esperar", afirmou.
O servente de obras João de Jesus Souza também criticou a demora no atendimento. Ele acompanhava a esposa, Renilde Maria Aparecida de Oliveira, que apresentava inchaço na perna e fortes dores no joelho. O casal informou que chegou à unidade ainda pela manhã. Segundo João, os funcionários explicaram que os atendimentos estavam sendo realizados conforme a classificação de risco. "Eles falam que estão chamando os casos prioritários. A gente entende, mas todo mundo que está aqui precisa de atendimento", disse.
Pacientes denunciam espera de até 16 horas no Hospital Risoleta Neves, em BH
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— Itatiaia (@itatiaia) July 30, 2026
Renilde afirmou que, além da longa espera, foi tratada com grosseria durante a triagem. "Estou com a perna inchada e o joelho doendo demais. Fui para a triagem e me trataram com muita grosseria. Depois disseram que meu nome estava no sistema, mas até agora ninguém me chamou. Eu nem sei o que tenho na perna", relatou.
A aposentada Neusa Fernandes de Almeida acompanhava uma idosa de 87 anos com deficiência visual e auditiva. Ela contou que chegou ao hospital por volta do meio-dia e que o atendimento só ocorreu no início da noite. "Cheguei com ela ao meio-dia e só chamaram por volta das 20h30. Disseram que não havia prioridade", afirmou.
Outra acompanhante, Regina Marques Ferreira, levou a irmã ao hospital por causa de feridas abertas no pé. Segundo ela, a paciente permaneceu por horas sentindo dores enquanto aguardava atendimento. "Ela está com muita dor e com feridas abertas no pé. Estamos aqui desde o meio-dia, sem almoço e sem nenhuma previsão de atendimento", disse.
Durante o período em que a reportagem esteve na unidade, a sala de espera permaneceu lotada, com pacientes e acompanhantes aguardando por atendimento e reclamando da falta de previsão para serem chamados. A Itatiaia procurou a direção da unidade para esclarecer os motivos da superlotação e da demora no atendimento. Até a publicação desta reportagem, o hospital não havia se manifestado.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.


