Belo Horizonte
Itatiaia

'O Brasil está de luto': manifestantes pedem justiça pelo cão Orelha em BH

Manifestação reuniu ativistas e protetores no Centro de Belo Horizonte

Por
Com cartazes, manifestantes protestam pedindo justiça pelo Cão Orelha
Entre os pontos elencados no documento estão a implementação de programas permanentes de castração gratuita e o combate a maus-tratos • Imagens cedidas à Itatiaia

Protetores e ativistas que lutam pelos direitos dos animais fizeram, neste domingo (1º), uma passeata pelo Centro de Belo Horizonte pedindo justiça pela morte do cão Orelha.

A concentração iniciou às 10h na Rua dos Guajajaras, em frente à entrada da tradicional Feira Hippie, e reuniu dezenas de manifestantes com cartazes e balões com dizeres: "O Brasil está de luto", "Justiça por Orelha e por todos os animais que sofrem maus-tratos" e "Abaixo a covardia e a impunidade".

Em coro, os manifestantes gritaram "Justiça por Orelha, maus-tratos é cadeia" enquanto caminhavam pela Feira Hippie. Além disso, pediram "leis de verdade".

"Para nós que trabalhamos ativamente pela pauta é muito claro que há morosidade das autoridades em muitas das situações envolvendo crime de maus-tratos pelo país afora, assim como decisões e ações por parte do Judiciário demonstram que os animais ainda são invisíveis para muitos operadores da justiça", completou.


Manifestantes pedem justiça por Orelha na Feira Hippie de BH

A ativista também cobrou políticas públicas e leis eficazes e verdadeiras em prol da defesa dos animais. "Hoje foi um dia histórico pela indignação contra a omissão, negligência e incompetência do Estado para com a pauta animal desse país", concluiu.

Relembre o caso

Orelha foi brutalmente assassinadoO cão Orelha, que tinha cerca de 10 anos, foi encontrado agonizando por uma moradora da região. Ele teria sido agredido com pauladas pelo grupo de adolescentes que estava pelo local.

Orelha passou por atendimento médico veterinário, mas devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia, processo de morte assistida.

O cachorro vivia sob os cuidados dos moradores. Para a comunidade local, Orelha era visto como um cão dócil e mantinha boa relação com os moradores e outros animais da região.

Por

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.