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Nova lei permite que moradores de rua entrem em abrigos com pets em BH

Norma publicada no Diário Oficial permite que abrigos municipais acolham também os animais de estimação; o texto também prevê apoio a programas de castração e vacinação

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Maioria dos moradores em situação de rua é formada por homens, negros, entre 18 e 59 anos
Maioria dos moradores em situação de rua é formada por homens, negros, entre 18 e 59 anos • Adão de Souza I Prefeitura de Belo Horizonte

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sancionou a lei que autoriza a criação de espaços para abrigar animais de estimação de pessoas em situação de rua nas casas de passagem e abrigos municipais da capital.

A norma foi assinada no dia 13 de janeiro de 2026 e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (14).

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Pela nova lei, os locais destinados aos animais devem garantir condições adequadas de higiene, ventilação e iluminação, além de estrutura para alimentação e cuidados básicos de saúde.

O texto também prevê apoio a programas de castração e vacinação.

A gestão desses espaços poderá ser feita diretamente pela Prefeitura ou por meio de parcerias.

Número de moradores de rua cresce

O número de pessoas em situação de rua em Minas Gerais teve um crescimento relevante desde 2020, no início da pandemia de Covid-19, até 2025.

Dados de um levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, com base no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico), mostra que a população em situação de extrema vulnerabilidade saiu de 23.433 para 33.139 em meia década, um crescimento de 41%.

Belo Horizonte é a terceira cidade do país com o maior número de pessoas em situação de rua, com 15.474 registros no CadÚnico, atrás apenas de São Paulo, com 101.461, e Rio de Janeiro, com 23.431.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.