Itatiaia

Mulher que matou namorado após ele ‘alisar’ filha dela dá detalhes do crime

Crime foi registrado em abril de 2025, após homem passar a mão no corpo da filha da mulher; júri é nesta terça (24)

Por
Audiência de júri da suspeita ocorre nesta terça-feira (24)
Audiência de júri da suspeita ocorre nesta terça-feira (24) • Divulgação / TJMG

A mulher de 42 anos que matou o namorado após ele passar a mão pelo corpo da filha dela, de 11 anos, no bairro Taquaril, Região Leste de Belo Horizonte, em abril de 2025, deu seu relato sobre o crime durante o julgamento que segue nesta terça-feira (24).

De acordo com a suspeita, ela disse que conhecia o homem autor da importunação sexual desde a infância, pois moravam próximos, e que os dois ficavam juntos esporadicamente.

O homem tinha liberdade e costume de ficar na casa dela, entretanto, duas semanas antes do crime, descobriu que ele enviava mensagens temporárias, de visualização única, para a criança, com cunho sexual.

No dia do crime, o homem teria chegado na casa dela embriagado, e segundo ela, não lhe foi dado nenhum remédio para dormir. De acordo com o relato inicial, ela teria “dopado” ele com clonazepam em uma bebida para forçar seu sono.

A suspeita afirmou que arrastou o homem até a sala da casa, pegou uma faca e desferiu vários golpes nele. Segundo ela, só foi possível arrastar e esfaquear o homem porque ele estava com a calça abaixada.

Erica disse que conseguiu arrastar o homem até a sala da casa, pegou uma faca e desferiu vários golpes nele. Disse que só conseguiu arrastar e esfaquear o homem porque ele estava com a calça abaixada.

Por fim, depois de matá-lo, um jovem, menor de idade, ouviu os barulhos da movimentação e entrou na casa. Neste momento, combinaram de tirar o corpo da casa e levar em direção a uma mata, onde ela colocou fogo no corpo da vítima.

A ré responde por um possível homicídio triplamente qualificado, por ter utilizado meio cruel, sem possibilidade de defesa da vítima e com razão fútil, além de corrupção de menores, pela participação do adolescente na ação.

À época, foi decretada prisão domiciliar para a mulher por ser a responsável de uma criança com idade inferior a 12 anos. Desde então, ela cumpre medidas restritivas de liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.

O júri começou por volta das 9h e pelo menos duas testemunhas, das cinco, foram ouvidas até o momento. O julgamento não tem previsão de encerramento, mas deve ser finalizado ainda nesta terça-feira, com a definição da condenação.

Por

Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.