Manifestantes bloqueiam MG-424 em protesto contra falta de luz após chuvas intensas
Cemig afirmou que temporal foi marcado por condições meteorológicas extremas, sendo o evento climático de maior impacto sobre seu sistema de distribuição em 74 anos de história; rajadas de vento de até 90 km/h provocaram danos à rede de distribuição em diversas regiões do estado

Manifestantes bloquearam a MG-424, na altura do Aglomerado Marcelão, em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (26) em protesto contra a falta de energia elétrica em Minas Gerais após chuvas intensas serem registradas. No local, cerca de 20 pessoas bloquearam a via com pneus e atearam fogo. De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o número de imóveis sem energia na Grande BH é de 65 mil.
A Cemig afirmou que o temporal foi marcado por condições meteorológicas extremas, sendo o evento climático de maior impacto sobre seu sistema de distribuição em 74 anos de história. Ainda segundo a companhia, rajadas de vento de até 90 km/h provocaram danos à rede de distribuição em diversas regiões do estado. Ao todo, foram contabilizadas cerca de 60 mil descargas atmosféricas, volume aproximadamente seis vezes superior ao esperado para uma tempestade dessa magnitude.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que foi acionado para o local. Uma guarnição combateu as chamas no pneus e em vegetação, e o local foi deixado em segurança, afirmou a corporação. Pelo menos seis viaturas também foi encaminhas para a manifestação.
A via foi parcialmente liberada. Situação ocorreu no sentido Belo Horizonte da rodovia. Os manifestantes protestam contra a interrupção no fornecimento de energia elétrica. Em todo o estado, aproximadamente 150 mil estão sem energia elétrica. A Cemig esclareceu que desde o início das ocorrências, cerca de 490 mil clientes já tiveram o fornecimento restabelecido. "Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o número de unidades consumidoras sem energia caiu de 389 mil para 65 mil, redução de 85% Na capital, a queda foi ainda maior, de 282 mil para 32 mil clientes, o equivalente a uma redução de 90%", explicou.
Belo Horizonte
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) liberou a Rua Treze de Setembro, na Vila Leonina, na Região Oeste de Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (26) depois que moradores bloquearam a via em protesto contra a falta de energia. De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a falta de luz ocorre em razão das fortes chuvas e da ventania que atingiram a capital mineira no domingo (25).
Em entrevista à Itatiaia, o morador André Nicácio contou que a 19 de dezembro, que corta a 13 de setembro, está sem energia elétrica desde o início da tarde de domingo, mas nenhum morador recebeu suporte ou retorno da Cemig. "Outras partes estão com luz normal. A gente está desde ontem. A minha geladeira, o pouco de carne que eu tinha lá, as coisas que tem que ficar refrigerado, já derramou tudo para o chão. Minha noiva está lá limpando, por quê? São coisas que de repente eu vou perder", lamentou.
Já Isaque Nazaré da Silva afirmou que os moradores da rua 13 de setembro já tiveram a energia restabelecida. "Tem uma senhora idosa ali. Ela tem 93 anos, está há 16 anos na cama entrevada. Ela não levanta. Depende do banho, oxigênio e medicação. Nem assim amoleceu o coração da Cemig. E não é a primeira vez não. Esse poste aqui, ele foi quebrado semana passada. Trocaram o poste e fizeram um monte de gambiarra.Nós nunca ficamos sem luz aqui. Nunca ficamos sem luz", disse.
Veja a nota da Cemig
Nesta noite (26/10), atendemos ocorrência de incêndio em amontoado de pneus na rodovia MG-424, no sentido Belo Horizonte, em São José da Lapa. O chamado entrou às 21h40 para a guarnição de Vespasiano. No local, por volta de 20 pessoas bloquearam a via com pneus e atearam fogo. Guarnição de bombeiros combateu as chamas no pneus e em vegetação. O local foi deixado em segurança.
A Cemig informa que, no fim da tarde desta segunda-feira (26/10), o número de clientes sem energia em Minas Gerais caiu para aproximadamente 150 mil, uma redução de 80% em relação aos 640 mil consumidores afetados pelo temporal de ontem (25/10). Desde o início das ocorrências, cerca de 490 mil clientes já tiveram o fornecimento restabelecido.
Considerado pela companhia o evento climático de maior impacto sobre seu sistema de distribuição em 74 anos de história, o temporal foi marcado por condições meteorológicas extremas. Foram contabilizadas cerca de 60 mil descargas atmosféricas, volume aproximadamente seis vezes superior ao esperado para uma tempestade dessa magnitude. Além da intensa atividade elétrica, foram registradas rajadas de vento de até 150 km/h em Patos de Minas, 105 km/h em Lavras e 90 km/h em Belo Horizonte, provocando danos à rede de distribuição em diversas regiões do estado.
Para enfrentar os impactos da tempestade, a Cemig ampliou sua força de trabalho e mantém cerca de 4.600 profissionais mobilizados nas ruas, atuando na recuperação da rede elétrica, na substituição de equipamentos danificados e em manobras operativas para restabelecer o fornecimento de energia. A companhia manterá os trabalhos de forma ininterrupta durante toda a noite e a madrugada desta terça-feira (27/10), com equipes distribuídas pelas regiões afetadas, priorizando as ocorrências de maior impacto e buscando restabelecer o serviço o mais rapidamente possível, respeitando as condições de segurança dos trabalhadores e da população.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.




