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Mais de 130 veículos pegaram fogo em BH neste ano; bombeiros orientam sobre prevenção

Somente em julho, foram 25 ocorrências na capital. Cheiro de queimado, fumaça e superaquecimento do motor estão entre os principais sinais de alerta, segundo o Corpo de Bombeiros

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Imagem meramente ilustrativa • Pixabay/Reprodução

Desde o início deste ano de 2026, segundo o Corpo de Bombeiros, foram registradas 134 ocorrências de incêndio em veículos na capita. Somente no mês de julho, os militares atenderam 25 incêndios em automóveis, uma média de quase um carro incendiado por dia. Em todo estado já foram 1.463 veículos em chamas em 2026.

O caso mais recente na capital mineira aconteceu na Avenida Antônio Abrahão Caram, em frente ao Mineirinho, na região da Pampulha. O motorista percebeu fumaça saindo da parte dianteira do veículo e parou o carro para tentar controlar o incêndio com extintores emprestados por pessoas que passavam pelo local. Apesar da tentativa, as chamas se espalharam rapidamente e destruíram completamente o automóvel. Ninguém ficou ferido.

O que provoca incêndios em veículos?

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Elias Júnior, os incêndios podem ter diversas causas, mas a maioria está relacionada a problemas elétricos, vazamentos de combustível ou superaquecimento do motor.

"O veículo reúne diferentes sistemas que podem favorecer um incêndio. Falhas elétricas podem provocar curtos-circuitos e faíscas. Também há casos de vazamento de combustível que entra em contato com partes aquecidas do motor. Além disso, o superaquecimento pode dar início às chamas", explica.

O militar destaca ainda que veículos movidos a GNV e carros elétricos exigem atenção especial. Nos automóveis abastecidos com gás natural, há risco relacionado ao sistema de armazenamento do combustível. Já nos elétricos, danos nas baterias podem provocar um fenômeno conhecido como "fuga térmica", que pode iniciar um incêndio.

Quais são os sinais de alerta?

Antes que o fogo comece, o carro costuma apresentar alguns indícios de que há um problema. Entre os principais sinais estão: cheiro de borracha ou de fiação queimada; fumaça saindo da parte dianteira do veículo; superaquecimento do motor; vazamentos de combustível; falhas elétricas. De acordo com os bombeiros, qualquer um desses sinais deve ser levado a sério e exige que o motorista interrompa a viagem para verificar o veículo.

Como agir em caso de incêndio

Se o carro começar a pegar fogo durante o deslocamento, a primeira orientação é procurar um local seguro para estacionar, desligar o motor e retirar imediatamente todos os ocupantes.

Caso o incêndio ainda esteja no início e o veículo possua um extintor em condições de uso, é possível tentar controlar as chamas, direcionando o jato para a base do fogo e utilizando toda a carga do equipamento.

Se o fogo aumentar rapidamente, a recomendação é abandonar qualquer tentativa de combate, manter distância do veículo e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Manutenção preventiva é a melhor forma de evitar incêndios

Segundo o Corpo de Bombeiros, a manutenção preventiva continua sendo a principal medida para reduzir o risco de incêndios em veículos. Revisões periódicas na parte elétrica, no sistema de combustível e no sistema de arrefecimento ajudam a identificar problemas antes que eles provoquem acidentes.

A corporação reforça que, diante de qualquer princípio de incêndio, a prioridade deve ser preservar vidas. O motorista deve deixar o veículo imediatamente, manter distância e aguardar a chegada dos bombeiros.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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