Maioria dos incêndios em MG acontecem em residências; saiba como se proteger
Pesquisa do Corpo de Bombeiros aponta que quartos e cozinhas são os cômodos com mais ocorrência

Uma pesquisa feita pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) sobre incêndios residenciais reforça o alerta para a necessidade de adotar medidas preventivas e a autoproteção.
Investigações feitas pela corporação apontam que 45% de incêndios residenciais têm início no quarto, 21% na cozinha e 11% na sala. As causas das ocorrências são relacionadas a defeitos de funcionamento, falhas em equipamentos ou acidentes (41%) e de acidentes pessoais sem intenção de causar dano (32%) — sendo as principais fontes de ignição fenômenos elétricos e vazamentos de gás de cozinha.
O estudo, realizado por meio do Centro Intersetorial de Pesquisas em Alterações Climáticas e Redução do Risco de Desastres (Cipard) do CBMMG, foi desenvolvido a partir de 3.391 incêndios em diferentes edificações. Do total, 64,25% das ocorrências aconteceram em residências.
Do total das ocorrências, 256 vítimas foram registradas, sendo 14 fatais. A pesquisa ainda mostra que 57,14% das vítimas eram homens com 65 anos ou mais. O horário dos incêndios em residências também chamou atenção: a maioria dos casos aconteceram entre 10h e 13h — período típico do dia utilizado para a preparação de alimentos.

Como se proteger?
Para que a população saiba se proteger, o Corpo de Bombeiros alerta que situações comuns do dia a dia, como o uso simultâneo de vários aparelhos em uma mesma tomada, podem dar início a incêndios. O uso de carregadores de baixa qualidade também podem facilitar acidentes. Nestes cenários, a corporação alerta: não utilize extensões e adaptadores de forma inadequada.
Na cozinha, o segundo cômodo com mais ocorrências de incêndio, os Bombeiros apontam para a necessidade de verificar a validade das mangueiras de gás e conformidade com o Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Além disso, a corporação alerta: as mangueiras de gás de plástico não podem passar por trâs de fornos e fogões.
Em caso de incêndio, a recomendação é que a pessoa deixe o imóvel imediatamente. Se estiver presa, os Bombeiros pedem para que a vítima se afaste ao máximo do foco, tentando permanecer em um ambiente seguro e mantenha as portas fechadas, para diminuir a velocidade da propagação da fumaça e do calor. A corporação reforça ainda que não se deve buscar abrigo em áreas frias, como banheiros ou lavanderias, pois são locais com pouca ventilação e maior risco de intoxicação por fumaça.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



