Justiça mantém preso guarda suspeito de tentar atear fogo na ex em BH
Caso aconteceu na última quinta-feira (19) no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte

A Justiça de Minas Gerais decidiu neste sábado (21) manter a prisão do guarda suspeito de tentar atear fogo na ex-companheira. A juíza converteu a detenção em flagrante para preventiva.
"A soltura do autuado resulta em evidente desguardo da ordem pública, estando, pois, devidamente justificada a necessidade de decretação da custódia cautelar, não sendo suficiente, para o momento, a imposição de medidas cautelares diversas da prisão", considerou a juíza Genole Santos de Moura.
O caso ocorreu na última quinta-feira (19) no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A vítima, de 41 anos, conseguiu fugir e pedir ajuda em um posto da Polícia Militar (PMMG).
O suspeito, de 46 anos, é agente da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH). Ele foi preso no bairro Santa Efigênia, na Região Leste, por equipes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da instituição.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher saiu do trabalho e foi surpreendida pelo homem na Avenida Presidente Carlos Luz. Ele estava escondido atrás de um poste e jogou gasolina nela, mas a reação da vítima impediu que ele ateasse fogo.
Na decisão que manteve a prisão do suspeito, a juíza reforçou que ele possui um histórico de violência contra a mulher e, dias antes, invadiu a casa dela, agrediu fisicamente a ex-companheira e danificou pertences.
O casal teve um relacionamento que durou cerca de nove anos e, depois da separação, o guarda passou a usar drogas e a perseguir a mulher, conforme registrado no boletim de ocorrência.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



