Justiça determina a retirada de manifestantes que ocupam prédio da Prefeitura de BH
Decisão de reintegração de posse foi expedida nesta quinta-feira (20); Justiça autorizou o uso de força policial em caso de resistência

A Justiça de Minas Gerais determinou, nesta quinta-feira (20), a reintegração de posse do prédio da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), localizado na Savassi, no Centro-Sul da capital mineira.
Integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocupavam o local desde a manhã de quarta-feira (19). Eles deixaram o prédio pacificamente após a decisão judicial.
Os manifestantes reivindicam que as ocupações Esperança e Vitória, localizadas na região da Ocupação Izidora, na região Norte de BH, sejam incluídas no plano de urbanização da prefeitura.
Na decisão, o juiz Thiago Grazziane Gandra, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, entendeu que apesar do direito à livre manifestação, os moradores devem realizá-la "dentro de seus limites, sem afrontar ou violar o direito de outrem".
Manifestantes ocupam primeiro andar do prédio
Mais de 100 moradores das ocupações Esperança e Vitória ocuparam o primeiro andar do prédio da Urbel na quarta-feira (19). Eles afirmam que querem ser incluídos no programa de urbanização da ocupação Izidora.
Segundo os manifestantes, eles não conseguiram um diálogo com o poder público e, por isso, decidiram ocupar o prédio da Urbel em forma de protesto. Cartazes e faixas foram afixadas no local.
"Aqui são trabalhadores, famílias, moradores da maior ocupação da América, com oito mil famílias. Duas delas estão aqui reivindicando o direito de terem água, luz, esgoto, calçamento, uma moradia digna, transporte, escola e posto de saúde. Nós estamos aqui incomodando e cobrando os nossos direitos. Esse prédio tem 10 andares, estamos ocupando um. Não estamos impedindo ninguém de entrar. Quem fechou a Urbel foi a Guarda Municipal a mando do prefeito", afirma Leonardo Péricles, líder do MLB.
A Urbel afirma que irá conversar com os manifestantes quando o prédio for desocupado, o que ainda não aconteceu.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Tem mais de 27 anos de experiência jornalística, como gestor de empresas de comunicação em Minas Gerais. Já foi editor-chefe e apresentador de alguns dos principais telejornais do Estado em emissoras como Record, Band e Alterosa, além de repórter de rede nacional. Foi editor-chefe do Jornal Metro e também trabalhou como assessor de imprensa no Senado Federal, Tribunal de Justiça de Minas Gerais e no Sesc-MG. Na Itatiaia, onde está desde abril de 2023, André é repórter multimídia e apresentador.



