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Julgamento de cruzeirenses por ataque a ônibus que matou atleticano retorna quarta

Ao todo, seis testemunhas foram ouvidas nesta terça-feira (28), sendo uma delas o policial militar envolvido na ocorrência

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Uma pessoa morreu em ataque a pedras e explosivos a um ônibus com torcedores do Atlético em novembro de 2021 • Renato Rios Neto/ Itatiaia

Os réus Riquelme Enderson Ribeiro da Silva, Luiz Gustavo da Silva Veloso e Pedro Henrique Coimbra Braga foram interrogados nesta terça-feira (28) durante julgamento do ataque a um ônibus que matou o atleticano Mateus de Freitas Ferreira, de 20 anos, em novembro de 2021.

A audiência foi suspensa, e a sessão será retomada nesta quarta-feira (29) às 8h30 no 2º Tribunal do Júri de BH, no Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O novo julgamento ocorre após a anulação das condenações dadas anteriormente.

Ao todo, seis testemunhas foram ouvidas nesta terça (28), sendo que uma delas foi o policial militar envolvido na ocorrência. Outras quatro pessoas que seriam ouvidas foram dispensadas. A previsão é que o julgamento dure dois dias.

Ainda nesta terça (28), houve o desmembramento do julgamento do réu Samuel Paixão de Souza a pedido da defesa, que alegou questões de saúde do advogado defensor. O pedido foi deferido pelo juiz Bernardo Campos Mitre. O réu será julgado em data a ser definida posteriormente.

Relembre o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os integrantes da Máfia Azul interceptaram um ônibus da linha 6350 (Estação Barreiro/Estação Pampulha) que passava pelo Anel Rodoviário, na altura do bairro Novo das Indústrias. O ataque ocorreu após um jogo entre Atlético e Fluminense no dia 28 de novembro de 2021.

Os torcedores cruzeirenses arremessaram pedras, pedaços de pau, barras de ferro e bombas. O atleticano Mateus de Freitas Ferreira, de 20 anos, estava no coletivo e tentou fugir, mas morreu durante o ataque. Outros nove passageiros, a maioria moradores do Barreiro, ficaram feridos.

Enquanto o caso era investigado, policiais apreenderam no veículo utilizado pelos acusados três bastões de madeira, cinco artefatos explosivos de fabricação caseira, um soco inglês e um foguete. Diversas pessoas ficaram feridas durante a ação.

Samuel Paixão de Souza e Riquelme Enderson Ribeiro da Silva chegaram a ser condenados a 67 e 50 anos de prisão, respectivamente. Contudo, o julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça por cerceamento de defesa. O órgão determinou que ambos fossem submetidos a um novo júri.

Por outro lado, Luiz Gustavo da Silva Veloso e Pedro Henrique Coimbra Braga foram julgados em outubro de 2024 e condenados a 24 e 20 anos de prisão, respectivamente. Posteriormente, o TJMG também anulou essa sessão do Tribunal do Júri.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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