Irmã de mulher morta pelo marido em Pompéu diz que crime foi premeditado e pede justiça
Alessandra da Silva Souza afirma que Stefany da Silva Santos Duarte não teve chance de se defender; velório será nesta quarta-feira (12)

“Nós queremos justiça”. É o que afirma Alessandra da Silva Souza, de 33 anos, irmã de Stefany da Silva Santos Duarte, de 27, morta pelo marido dentro de casa, em Pompéu, na Região Central de Minas Gerais. O crime aconteceu nesta terça-feira (11), enquanto os quatro filhos da vítima estavam na residência.
O companheiro de Stefany, Eduardo Barbosa de Souza, de 29 anos, confessou o crime à Polícia Militar. Segundo o boletim de ocorrência, ele disse ter utilizado um fio de extensão para estrangular a mulher durante uma discussão motivada por ciúmes. O homem foi preso.
Abalada, Alessandra afirma que a família vai cobrar a responsabilização do suspeito.
“Minha irmã não merecia isso. O que nós queremos é justiça. Para ele saber que esse crime não vai ficar em vão, não vai ser mais um feminicídio à toa não”, afirmou.
Segundo Alessandra, a maior indignação da família está no fato de que os filhos de Stefany estavam dentro da casa no momento do crime. Um bebê de cerca de três meses estava no mesmo quarto em que a mãe foi encontrada. Outras duas crianças, de 5 e 6 anos, estavam dormindo, enquanto o filho mais velho havia saído para a escola.
“Ele não pensou nas quatro crianças dela. Ele não pensou nas crianças que estavam ali naquele momento”, disse.
Irmã acredita que crime foi planejado

Alessandra também afirma acreditar que Eduardo tenha planejado o crime. A declaração, no entanto, não foi confirmada pela investigação até o momento.
Ela relaciona a suspeita ao fato de o homem, segundo o relato apresentado à polícia, ter esperado o filho mais velho sair para a escola antes de a discussão se tornar mais agressiva.
A irmã também contou que acredita que Stefany possa ter tentado pedir ajuda durante a agressão. Segundo Alessandra, ela entregou à polícia um áudio enviado pela vítima em que seria possível ouvir Stefany gritando o nome dela.
“Com certeza ela me gritou, me chamou e eu não pude ajudar ela”, relatou.
Família percebeu mudança no comportamento da vítima
Alessandra contou que, nos últimos meses, percebeu mudanças no comportamento da irmã. Segundo ela, Stefany, que costumava visitar e ajudar a família, passou a ficar mais retraída.
A irmã também afirmou que chegou a perguntar se havia algum problema no relacionamento, mas Stefany teria negado.
Segundo Alessandra, na segunda-feira (10), um dia antes do crime, as duas chegaram a conversar depois que a polícia esteve na casa da vítima para verificar uma denúncia de possível violência doméstica.
“Eu falei: ‘Stefany, se estiver acontecendo alguma coisa, fala, minha filha’. Ela falou: ‘Não, não está acontecendo nada’”, contou.
Ainda de acordo com Alessandra, a mãe da vítima esteve na residência no mesmo dia e não percebeu nenhuma situação fora do normal.
A irmã também descreveu Eduardo como uma pessoa distante da família e disse que havia estranhado alguns comportamentos dele desde que passou a conviver com Stefany.
Quatro filhos ficam sem a mãe
Stefany deixou quatro filhos. Segundo a irmã, duas das crianças já haviam perdido o pai e agora também ficaram sem a mãe.
“Ele deixou os quatro filhos sem mãe. Dois já não têm um pai, que já faleceu. E agora, sem a mãe, fica mais difícil ainda. E um bebezinho de dois meses”, afirmou Alessandra.
Após o crime, o Conselho Tutelar foi acionado e as crianças que estavam na residência foram retiradas do local. Elas ficaram sob os cuidados da irmã da vítima.
Velório será nesta quarta-feira
O velório de Stefany da Silva Santos Duarte será realizado nesta quarta-feira (12), das 10h às 16h. A família espera que o momento também sirva para reforçar o pedido de justiça.
Alessandra afirma que pretende acompanhar o caso e cobrar a responsabilização do suspeito.
“Enquanto eu tiver vida e puder fazer justiça por ela, eu vou fazer. Porque ele tem que pagar pelo que fez. Essa covardia que ele fez com a minha irmã, ela não teve defesa”, declarou.
A Polícia Civil investiga o caso.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.




