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Incêndio em garagem não afeta circulação de ônibus, diz Prefeitura de BH

Sistema utilizou veículos de reserva e remanejamento de frota para manter o atendimento nas linhas atingidas

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Mais de vinte ônibus foram consumidos pelas chamas em incêndio em garagem de BH • Divulgação / Bombeiros

A Prefeitura de Belo Horizonte informou nesta segunda-feira (8) que as linhas de ônibus afetadas pelo incêndio que destruiu 27 veículos na garagem da Viação Anchieta, no bairro Dom Cabral, operam normalmente. Para garantir o atendimento aos passageiros, os consórcios responsáveis pelo transporte coletivo disponibilizaram veículos de reserva e realizaram o remanejamento da frota entre empresas do sistema.

Segundo a Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob), as viagens foram realizadas sem impactos para os usuários na manhã desta segunda-feira. Equipes da prefeitura, do Consórcio Dom Pedro II e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) seguem monitorando a operação e promovendo ajustes para assegurar a regularidade do serviço.

A administração municipal destacou que o transporte coletivo da capital funciona em modelo consorciado, o que permite o uso de frota reserva e a transferência de veículos entre empresas quando necessário. A medida foi adotada após o incêndio registrado no domingo (7), que atingiu a garagem da Viação Anchieta e destruiu parte da frota da empresa. De acordo com a prefeitura e o SetraBH, a mobilização conjunta tem como objetivo minimizar os impactos da ocorrência e garantir a continuidade do atendimento à população.

Mais de vinte ônibus foram consumidos pelas chamas em incêndio em garagem de BH • Divulgação / Bombeiros
Mais de vinte ônibus foram consumidos pelas chamas em incêndio em garagem de BH • Divulgação / Bombeiros

Prejuízos

O incêndio causou um prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 21 milhões, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH). O caso ocorreu neste domingo (7), no bairro Dom Cabral, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

De acordo com o comunicado do sindicato, os veículos pertenciam ao Consórcio Pedro II. "É importante esclarecer que os veículos não possuíam cobertura de seguro. No setor de transporte público, não há oferta no mercado para seguro total de veículos dentro dos pátios das garagens. A cobertura de seguro disponível e contratada pelas empresas restringe-se, exclusivamente, a danos contra terceiros (acidentes e danos pessoais)", disse.

Ainda segundo o sindicato, foram adotadas medidas para a recomposição da frota com objetivo de manter os serviços. "A operação foi normalizada com a introdução de veículos seminovos (anos de fabricação 2020, 2021 e 2022), garantindo a manutenção da regularidade da prestação do serviço de transporte público à população", acrescentou.

Por meio de nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que investiga o caso. A instituição não descarta que a origem das chamas tenha sido criminosa. "Tão logo acionada, a PCMG deslocou para o local dos fatos equipe da perícia oficial, bem como policiais civis, que realizaram a coleta de vestígios e informações preliminares para subsidiar os trabalhos de polícia judiciária", disse.

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