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Homem que jogou ex de penhasco já havia ameaçado passageira com faca

Silvanildo Amâncio de Araújo de 52 anos acumulava um histórico de perseguições, ameaças e agressões, tanto contra a ex-companheira quanto contra outras mulheres

Por e 
Vídeo foi gravado durante o resgate • Reprodução / Vídeo

O homem de 52 anos indiciado por jogar a ex-companheira de um penhasco na Serra do Rola-Moça, na Grande BH, já havia ameaçado outras mulheres antes do crime, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (29), durante a conclusão do inquérito que investiga a tentativa de feminicídio.

De acordo com a chefe do 2º Departamento da Polícia Civil, delegada Gislaine Rios, a investigação revelou que Silvanildo Amâncio de Araújo acumulava um histórico de perseguições, ameaças e agressões, tanto contra a ex-companheira quanto contra outras mulheres.

Segundo a delegada, a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência contra o investigado em 2020. Em fevereiro deste ano, voltou a procurar a polícia devido aos episódios de ciúmes excessivos e conseguiu uma medida protetiva, que acabou sendo descumprida.

Ameaça a passageira de aplicativo

Durante a investigação, a Polícia Civil também identificou registros envolvendo Silvanildo quando ele trabalhava como motorista de aplicativo.

Em um dos casos, uma passageira relatou ter discutido com o motorista após pedir apenas uma alteração na rota da viagem. Inconformado, segundo a polícia, ele foi até a casa da mulher armado com uma faca, afirmando que sabia onde ela morava e que voltaria a persegui-la.

A delegada afirmou que outros registros semelhantes foram encontrados durante o levantamento da vida pregressa do investigado.

"Constatamos que essas ameaças aconteciam frequentemente, sobretudo contra mulheres", disse Gislaine Rios.

Segundo a Polícia Civil, Silvanildo também trabalhava como açougueiro e costumava manter facas dentro do veículo, que eram utilizadas para intimidar passageiros durante as discussões.

Comportamento de menosprezo às mulheres

As investigações apontam ainda que o suspeito demonstrava comportamento de inferiorização das mulheres.

Durante o período em que manteve a ex-companheira em cárcere privado antes de jogá-la no penhasco, ele teria afirmado diversas vezes que não se importava com ela nem com a filha do casal. Conforme a delegada, o investigado chegou a dizer que a adolescente poderia ser criada pelo genro e que não deixaria de matar a vítima por causa da filha.

A Polícia Civil também afirma que, durante o cárcere, Silvanildo obrigou a mulher, sob ameaça de faca, a praticar ato sexual, roubou seus pertences e a forçou a desbloquear o celular antes de empurrá-la do penhasco.

Na segunda-feira (29), a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Silvanildo pelos crimes de:

  1. Tentativa de feminicídio 
  2. Descumprimento de medidas protetivas
  3. Sequestro e Cárcere privado 
  4. Roubo
  5. Estupro 
  6. Tortura

Somadas as penas máximas, ele pode cumprir cerca de 86 anos de prisão, caso seja condenado.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.