Homem é preso oito meses depois de agredir e matar companheira asfixiada em BH
Crime aconteceu no bairro Céu Azul, em Venda Nova, em janeiro deste ano, mas suspeito só foi preso na última sexta (27); o relacionamento era marcado por brigas, agressões e consumo de drogas

Um homem, de 33 anos, foi preso oito meses depois de matar a companheira, de 43, no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belho Horizonte. O suspeito foi encontrado na sexta-feira (27), mas os detalhes só foram divulgados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (30).
O caso aconteceu em 21 de janeiro deste ano. Na ocasião, o casal saiu para um bar, mas começou a discutir ainda no local. Em seguida, eles foram para a casa da vítima e continuaram a brigar. A mulher foi agredida no rosto e asfixiada com um travesseiro, e não resistiu.
Ao ser preso, o suspeito disse que esteve na casa da companheira no dia do crime, mas negou a autoria. Ele afirmou que deixou ela em casa, mas que depois foi embora. No entanto, ao recolher as provas na casa da vítima, além de depoimentos, a polícia o considerou o depoimento do homem contraditório e pediu pela prisão preventiva dele.
Relacionamento tóxico
De acordo com a investigação, o casal estava junto há um ano e tinha um relacionamento tóxico, marcado por brigas e agressões.
"Esse relacionamento tinha várias brigas, inclusive com agressões físicas, mas a vítima ocultava isso da família. Ela chegava para trabalhar com leões, hematomas, mas sempre forjava alguma desculpa. Ela falava que não era em relação ao namorado. Ela tinha seis filhos e eles decidiram se afastar do convívio da mãe porque achavam que ele (o suspeito) era uma pessoa muito estranha. [Eles diziam] que ele tinha um olhar diferente, como se fosse uma pessoa psicopata", disse França.
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Ainda segundo a delegada, o suspeito não interagia muito com a família da vítima e era sustentado por ela.
"Ele já tinha passagens por tráfico de drogas e também alguns crimes contra o patrimônio. Ela mantinha os vícios dele em drogas. Ela já era usuária, mas teve o uso intensificado em razão desse convívio, ao ponto dos próprios filhos querem se afastar e sair do convívio. Ele levou ela a fazer esse uso, até porque, era muito mais fácil para ele manipulá-la sob efeito de drogas", afirmou.
França relata que a vítima não tinha medida protetiva e ressalta a importância de observar os sinais de uma relação tóxica.
"Ela era uma mulher de 43 anos, que tinha seis filhos, trabalhadora, e não acreditava ser digna de ter um companheiro, um relacionamento. Esse homem, de 33 anos, 10 anos mais novo, surgiu e abraçou ela. Ele apresentava ela, até para os familiares, como uma grande companheira, e ele seria um grande companheiro dela. Ela foi caindo nessa armadilha. Então, é por isso que a gente deve se atentar a esse tipo de sinal, e ter um amor próprio suficiente para não cair em qualquer relacionamento que traga, inicialmente um amor, mas que vem mascarado com outras intenções", concluiu.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.



