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Flamenguista espancado por atleticanos em BH diz temer encontrar com suspeitos: 'pessoas agressivas'

Os três homens indicados por agredirem Richard Bastani, de 50 anos, foram soltos pela Justiça; agressores e vítima moram no mesmo bairro

Por e 
Flamenguista agredido por atleticanos sofreu fraturas no rosto, lesão no olho e traumatismo craniano • Imagem cedida à Itatiaia

O flamenguista Richard Bastani, de 50 anos, revela que não se sente mais seguro em andar pelo próprio bairro após os três homens, suspeitos de agredi-lo em um bar na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, no dia 10 de novembro, serem soltos pela Justiça.

"A primeira coisa que vêm a cabeça é tristeza por perceber a impunidade. A agressão que sofri está sendo de certa forma minimizada, desqualificada. Eu sofri uma agressão brutal, é praticamente uma tentativa de homicídio. Quem chuta a cabeça de um cidadão que já está no chão, no meu entendimento, quer realmente eliminar essa pessoa. É um sentimento de tristeza mesmo. Já havia sentido isso quando os outros dois cidadãos foram soltos. Mas, agora a desse rapaz... eu fico muito triste com essa situação", disse à Itatiaia.

"Eu não tenho segurança de andar naquela região com essas três pessoas soltas. Eu não sei o que pode acontecer se a gente se encontrar. São pessoas extremamente agressivas. Não sei se aprenderam algo com o pouco tempo que ficaram presos, né? Eles vão responder o processo em liberdade, mas para mim fica a sensação de impunidade e o medo de não ter mais a liberdade de andar tranquilo nas ruas do bairro. Lamentável tudo isso", pontua.

Família quer que suspeitos respondam por tentativa de homicídio

Richard afirma que o homem que chutou a cabeça dele é Felipe Messeder Ferreira. O atleticano agrediu a vítima quando ela já estava caída no chão em decorrência das outras agressões. "Esse rapaz me atingiu violentamente na cabeça com um chute, eu ali indefeso, tentando me levantar de um primeiro golpe", contou.

"Apesar do sentimento de impotência e de injustiça vendo os três agressores do meu marido já soltos, a gente consegue entender que é uma questão legal. A lei assegura que eles tenham direito de responder em liberdade. O que está incomodando mais a gente é a maneira que o Ministério Público está pretendendo oferecer essa denúncia: como lesão corporal e não tentativa de homicídio. Meu marido ficou no CTI e precisou passar por três tomografias para constatar que o traumatismo craniano e o sangramento intracraniano estavam sob controle. Se isso não é uma pessoa que está correndo risco de vida, então o que é correr risco de vida?", indaga.

"Aquele torcedor, que jogou um rojão na Arena MRV e feriu gravemente o pé de um fotógrafo, foi indiciado por tentativa de homicídio. Quando ele arremessa um artefato, ele corre o risco de machucar uma outra pessoa e tem que responder pela gravidade desse ato. Mas, quando ele arremessa o foguete, na verdade, ele nem sabe quem vai atingir. O Felipe, quando chutou a cabeça do Richard, sabia que queria atingir meu marido. É uma tentativa de homicídio também. Por que a Justiça funciona com dois pesos e duas medidas? Quero uma resposta do Estado", afirma.

"A gente só tem aquela imagem que mostra o Felipe chutando a cabeça do meu marido. Precisamos de testemunhas para falarem quem deu o primeiro golpe. Minha filha contou que foi o Guilherme, mas por ela ser parente da vítima, o advogado disse que o depoimento dela é frágil para a Justiça. Preciso de mais testemunhas que comprovem que o Richard foi agredido primeiro", diz.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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