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Falhas em sistema atrapalham atendimentos em postos de saúde e Upas

O sistema reúne os prontuários eletrônicos dos pacientes, com o histórico completo da pessoa

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Família foi socorrida na UPA-Oeste, em BH
Imagem ilustrativa. Falhas em sistema atrapalham atendimentos em postos de saúde e Upas • Google Street View/ reprodução

Falhas no sistema de Solução Integrada de Gestão Hospitalar, Ambulatorial e de Regulação (Sigrah) têm prejudicado atendimentos em postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (Upas) em Belo Horizonte, segundo relatos recebidos pela Itatiaia. O sistema reúne os prontuários eletrônicos dos pacientes, com o histórico completo da pessoa.

“Há quatro dias estou tentando fazer uma consulta simples no SUS e não consigo”, contou Liliane à Itatiaia. Ela afirma que conseguiu agendar uma consulta, mas a médica não consegue registrar os exames e o encaminhamento no sistema. “Já fui ao posto quatro vezes e a informação que as atendentes nos dão é que o sistema está fora do ar e que ela não consegue fazer alteração de endereço para me cadastrar no posto, no qual eu já fui cadastrada”, contou. 

O diretor jurídico do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Artur Oliveira Mendes, afirma que há cerca de 2 anos a entidade vem apontando os problemas no sistema operacional da rede municipal de saúde para a Prefeitura de Belo Horizonte. 

“Nós já temos, há mais de 2 anos, reuniões periódicas com a prefeitura para discutir os problemas de funcionamento desse sistema, o Sigrah, que é um sistema que abarca tanto o prontuário eletrônico, quanto também organização da coleta de exames, dos encaminhamentos pacientes, dos resultados desses exames. O sistema nos parece que é muito pesado para as máquinas que temos hoje na prefeitura e isso acaba atrapalhando muito o serviço. Ele vem tendo instabilidades ao longo do tempo”, afirmou Artur Oliveira Mendes.

Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, essas falhas têm trazido inseguranças para os pacientes e para os profissionais de saúde. “Ter que lidar com problemas que vão trazendo ansiedade e até algum adoecimento por burnout, não só daquelas pessoas que vêm buscar atendimento, mas também dos trabalhadores, aí realmente é demais”, disse Artur Oliveira Mendes.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que a Sigrah “passa rotineiramente por atualizações voltadas à melhoria contínua do serviço. Em caso de instabilidade, as equipes contam com um fluxo específico onde a equipe assistencial e gestora podem acionar o suporte para a solução do problema.” 

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.