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‘Espero que a justiça seja feita’, diz pai de réu acusado de matar a mãe em BH

Débora Silveira Vilaça foi morta a facadas; João Victor Silveira Vilaça vai a júri popular nesta quinta-feira (6)

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Vítima foi encontrada morta dentro de casa no bairro Silveira, em BH • Felipe Quintella/ Itatiaia

“Espero que a justiça seja feita, que ele seja condenado nos rigores da lei”, afirma Élio Ferreira Vilaça sobre o julgamento do filho, João Victor Silveira Vilaça. O réu vai a júri nesta quinta-feira (6) pela morte da mãe, Débora Silveira Vilaça. A mulher foi morta a facadas no apartamento onde morava no bairro Silveira, na Região Nordeste da capital mineira, no dia 31 de outubro de 2024. 

“Depois de uma tragédia dessas, perdi a família, então é muito difícil, muito difícil. É vencendo um dia após o outro”, disse Élio, que verá o filho pela primeira vez desde que ele foi preso. 

O pai do réu contou que pediu dispensa para não ter que comparecer ao júri popular, mas teve o pedido negado. Élio descreveu o dia como “difícil”. Ele afirmou que gostaria de não comparecer por ser desgastante reviver o ocorrido. 

Sobre a relação do filho com a mãe, Élio disse que era boa, de “muito amor e carinho”. No entanto, afirmou que a decisão do filho de entrar “no mundo das drogas” foi complicada. “Nós tivemos um período muito difícil. Nós dois procuramos tratamento, porque ele não queria, então nós não sabíamos como lidar com um usuário dentro de casa.” Élio contou ainda que não imaginava que a situação poderia culminar no assassinato da esposa. 

O crime

João Victor Silveira Vilaça foi detido pelo crime no dia 1° de novembro em uma distribuidora de bebidas no bairro São Lucas. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MPMG) pelo feminicídio da mãe, com os agravantes de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo torpe e descumprimento de medidas protetivas. A denúncia foi aceita pelo Tribunal de Justiça (TJMG).

De acordo com o documento, no dia do crime, o acusado foi até a casa da mãe e pediu que ela emprestasse o carro. Débora negou e, diante da recusa, ele desferiu golpes de faca contra ela. Na ocasião, a mãe também havia tentado impedir que João Victor saísse de casa para comprar drogas.

O que disse o réu 

Na época do crime, à Itatiaia, o réu contou como foi o dia do homicídio: "Sou usuário de droga tem muito tempo. Frequentava o Narcóticos Anônimos, mas abandonei isso. Naquele dia, usei cocaína e descontrolei. Foi quando tentei pegar a chave do carro e ela não deixou. Foi um momento de impulso", disse.

"A cocaína destrói qualquer pessoa e não desejo isso para ninguém. Essa vida te leva para o caixão ou para a cadeia. Quero cumprir minha pena como um homem, mesmo porque fui um covarde", finalizou.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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