Em BH, governo lança programa para formar mulheres contra a violência de gênero
O projeto do governo federal capacita mulheres, em situação de vulnerabilidade, para atuarem como “defensoras populares” em seus territórios, defendendo os direitos humanos e promovendo o acesso à Justiça

O governo federal lançou, neste sábado (28), em Belo Horizonte, o programa "Defensoras Populares", projeto voltado ao letramento de mulheres em situação de vulnerabilidade em direitos humanos, com foco no fortalecimento de lideranças comunitárias e na promoção do acesso à Justiça nos territórios.
A medida faz parte das ações do "Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio", assinado pelos Três Poderes — Legislativo, Executivo e Judiciário — em fevereiro deste ano.
Confira o vídeo:
A cerimônia, que marcou o lançamento simbólico do projeto na capital mineira, contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo (PT-MG). De acordo com ela, no país, muitas mulheres já atuam informalmente como defensoras populares, mas, na maior parte do tempo, esse trabalho é “silencioso” e “desprotegido”. “As defensoras vão atuar em uma pauta que é muito cara para nós, que é a pauta da proteção das mulheres, da defesa da vida”, explicou.
Segndo a secretária Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça, Sheila de Carvalho, o trabalho das defensoras será de orientação — a quem procurar, como procurar e o que precisa ser feito em cada caso. "Essas mulheres vão passar por esse percurso formativo, e elas são instadas a criar ações comunitárias, a serem vetores em suas comunidades, a potencializar as denúncias e informações e a fazer o caminho de acesso à Justiça", disse.
Segundo ela, as defensoras de Minas Gerais irão integrar uma rede nacional que tem, ao todo, 1.200 integrantes. "Hoje, temos um cenário em que 70% dos casos de feminicídio sequer chegaram à Justiça; as vítimas não procuraram a segurança pública e não há registros. Partimos do pressuposto de que atualmente temos um índice de 80% de subnotificação da violência contra a mulher. Queremos ampliar os canais de acesso às informações necessárias para que essas mulheres consigam chegar aos mecanismos corretos", afirmou a secretária.
Inicialmente, 120 mulheres serão capacitadas para atuar como "defensoras populares" em Minas Gerais.
No primeiro trimestre deste ano, além de Minas, o programa também deve chegar aos estados da Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Ceará e Amazonas.
O projeto é realizado pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Jornalista formada pela PUC Minas, é repórter multimídia da Itatiaia com foco na editoria de Cidades. Estagiou na emissora por dois anos e atuou na Brazilian Traffic Network como repórter de trânsito em emissoras de BH. Vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo Universitário 2024 e do Intercom Sudeste 2025.




