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Delegada que se trancou em apartamento em BH desabafa: 'sou vítima de crimes'

Monah Zein negou ter tentado tirar a própria vida e questiona a acusação de tentativa de homicídio pela qual responde na Justiça

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Caso Monah Zein: Justiça descarta tentativa de homicídio após delegada atirar em policiais • Reprodução/Instagram

A delegada Monah Zein, que passou mais de 30 horas presa dentro de casa e atirar contra policiais na porta do seu apartamento, no fim de novembro, em Belo Horizonte, fez um desabafo em seu perfil no Instagram. A servidora da Polícia Civil negou que tinha a intenção de tirar a própria vida e alegou ser ‘vítima de crimes’ há mais de dois anos.

Nos ‘stories’ do perfil, Monah compartilhou trechos de reportagens, laudos e documentos da investigação do caso. Ela negou ter atirado contra os policiais e questionou a acusação de tentativa de homicídio.

‘Um disparo não é capaz de atentar contra a vida de 4 pessoas, especialmente quando 3 estão atrás de escudo balístico e outro atrás da porta. Eu não recebo eles a tiro, eu aguentei foi e muito a violação de direitos que eu tava vivendo por pessoas que não confio e só Deus sabe o que aconteceria se eu tivesse sido alvejada pelos três ataques deles e não tivesse aberto a live.’

Monah afirmou que em nenhum momento teve a pretensão de tirar a própria vida e ainda alega que comunicou isso para colegas de trabalho. A delegada afirma que tem sido vítima de ‘crimes, remoções ilegais, tratamentos depreciados, sindicâncias sem juízo’ há dois anos.

‘E passados dois meses, tudo que tive da instituição (Polícia Civil) foi bloqueios, novas sindicâncias e nenhuma (nem mesmo fingindo) procura pra saber se o surto psicótico passou ou se melhorei.’

Em meio ao desabafo, Monah compartilhou um anúncio da criação do Instituto Rafaela Drumond, que leva o nome da escrivã da Polícia Civil que tirou a própria vida em 2023.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Corregedoria-Geral e disse ainda que Monah Zein está licenciada para tratamento de saúde.

Relembre o caso

Equipes da Polícia Civil foram empenhados até o apartamento da delegada Monah Zein, de 38 anos, após ela enviar mensagens com teor de risco à própria saúde em um grupo de amigos e colegas de trabalho. Diante da situação, agentes de apoio se descolaram até o prédio em que Monah mora, na Pampulha, na manhã do dia 21 de novembro, e tentaram manter contato com a mulher, que estava exaltada com a situação.

Ela realizou uma live em seu Instagram mostrando o momento da abordagem e questionou a ação dos policiais, dizendo que eles não possuíam um mandado para estar ali e que ela estava se sentindo ameaçada. Ainda de acordo com a delegada, um disparo foi realizado por ela contra a equipe após eles atirarem nela com um taser, uma arma de choque, informação confirmada pelo porta-voz da Polícia Civil, delegado Saulo Castro.

Monah Zein foi presa no dia 23 de novembro, após ficar mais de 30 horas trancada dentro do próprio apartamento. A delegada foi solta no dia seguinte, durante a audiência de custódia. Na época, a Polícia Civil pediu a internação hospitalar provisória por ‘incidente de sanidade mental’ e suspendeu o exercício da função da delegada, solicitando o recolhimento da arma, carteira funcional e distintivo.

Monah Zein é acusada de tentativa de homicídio contra quatro policiais por conta da troca de tiros no fim de novembro. O caso corre em segredo de justiça.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.