Damião defende radares em balanço de um ano: 'Foco é preservar vidas em BH'
Prefeito de Belo Horizonte completou um ano da posse no dia 3 de abril; em coletiva de imprensa nesta sexta (17), Damião apresentou um balanço da gestão

Ao apresentar o balanço de seu primeiro ano de gestão, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União-MG), reafirmou que a prioridade de sua administração na mobilidade urbana é a preservação de vidas. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (17), o chefe do Executivo municipal destacou a expansão da fiscalização eletrônica na capital e rebateu críticas sobre a finalidade dos equipamentos de controle de velocidade.
Em novembro, a cidade registrou a instalação de 17 novos radares em pontos estratégicos. Desse total, quatro são locais inéditos de fiscalização, enquanto os outros 13 substituem equipamentos em trechos onde os contratos anteriores haviam expirado.
Foco no Anel Rodoviário
Um dos pontos centrais da coletiva foi a situação do Anel Rodoviário, historicamente conhecido pelo alto índice de letalidade. Damião confirmou que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) já realiza estudos técnicos para a instalação de radares em pontos críticos da rodovia que corta a capital.
"Nos últimos cinco anos, 174 pessoas morreram em acidentes fatais nas dez avenidas principais de Belo Horizonte. No mesmo período, só no Anel Rodoviário, 180 pessoas morreram", destacou Damião.
Ao comentar esses índices, o prefeito reforçou a responsabilidade da gestão em intervir na segurança viária para evitar novas tragédias. "Vocês acham que eu tenho ou não que controlar a velocidade? Colocar radar, controlar a velocidade das pessoas que passam pelas ruas de Belo Horizonte. Eu tenho que preservar a vida. Eu tenho que olhar é isso", afirmou Damião durante o balanço de seu primeiro ano de governo.
Destinação de recursos e críticas
Damião aproveitou o momento para rebater o discurso de que a fiscalização eletrônica teria fins arrecadatórios — a chamada "indústria da multa". Segundo o prefeito, o valor arrecadado é irrisóro diante do orçamento municipal e possui destinação específica por lei.
"Todo o valor arrecadado com multas de radar vai para a infraestrutura de mobilidade urbana em Belo Horizonte. Não é dinheiro que a prefeitura pega para fazer outra coisa", explicou.
O prefeito também direcionou críticas aos opositores e motoristas infratores, afirmando que a rejeição aos radares parte de uma minoria que excede os limites de velocidade ou de grupos que utilizam o tema politicamente em redes sociais. "A população aprova porque vê a diminuição no número de acidentes e de mortes na prática", concluiu.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.




