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Corregedoria assume investigação sobre morte de escrivã da Polícia Civil

Morte de Rafaela Drumond era investigada pelo Departamento de Barbacena, mas foi transferida para BH para ter mais “isenção e isonomia”; escrivã tirou a própria vida no início de junho

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Morte de escrivã será investigada pela Corregedoria da Polícia Civil
Morte de escrivã será investigada pela Corregedoria da Polícia Civil • Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira (22), que a Corregedoria do órgão assumiu a investigação sobre a morte da escrivã Rafaela Drumond, que tirou a própria vida no início de junho em um distrito de Antônio Carlos, no Campo das Vertentes.

Até o momento, o caso era investigado pelo Departamento de Barbacena. Segundo a PCMG, “a complexidade da investigação que apura as circunstâncias da morte da escrivã” justifica a transferência do caso para a sede da Polícia Civil, em Belo Horizonte. Segundo eles, a corregedoria possui “a estrutura necessária para dinamizar e concluir os procedimentos instaurados”, além de garantir mais isenção, imparcialidade e isonomia na apuração do caso.

Na nota, a PCMG afirma que as investigações seguem com isenção e imparcialidade e que não tem conhecimento de supostas ameaças praticadas por policiais civis contra familiares da escrivã. Qualquer pessoa que se sentir ameaçada pode denunciar pelo 181 ou 162.

Relembre o caso

A escrivã Rafaela Drumond, de 31 anos, foi encontrada morta pelos pais no dia 9 de junho, na casa da família em um distrito de Antônio Carlos, no Campo das Vertentes. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio.

O Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep-MG) afirma que a escrivã já havia denunciado assédio moral e sexual no trabalho, além de pressão e sobrecarga. O sindicato realizou um protesto de 6 horas de silêncio no dia 15 de junho.

Em entrevista à Itatiaia, o pai de Rafaela Drummond classificou a morte da filha como “o maior sofrimento que um homem pode sentir” e disse que percebeu que a filha estava mais “quieta e calada” nos meses anteriores, mas não entendeu isso como um “sinal” de que algo estava errado.

Apesar do caso ter sido registrado como suicídio, conversas e publicações da vítima nas redes sociais levam à suspeita de que ela estaria sofrendo assédio moral e sexual dentro da instituição, o que poderia ter levado ao suicídio. Essa suspeita também é investigada pela Polícia Civil.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.