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Cliente de manicure morta a tiros dentro de salão diz que crime chocou vizinhos

Silvani foi morta a tiros no bairro Funcionários; companheiro é apontado pela PM como principal suspeito

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Silvani Paulino, de 36 anos, foi morta dentro do salão onde trabalhava • Reprodução

A morte da manicure Silvani Paulino, de 36 anos, dentro do salão onde trabalhava, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, surpreendeu moradores e clientes que conheciam a vítima.

Uma amiga e cliente da profissional contou à Itatiaia que já havia ouvido relatos de conflitos entre Silvani e o companheiro, apontado pela Polícia Militar como principal suspeito.

Silvani foi morta a tiros na noite desta segunda-feira (17), no bairro Funcionários. O companheiro dela, de 37 anos, fugiu após o crime e ainda não foi localizado.

Maria Clara Rodrigues Oliveira, estudante e cliente de Silvani, contou que estava em casa quando ouviu aproximadamente cinco disparos.

“Eu escutei os tiros. Foram mais ou menos cerca de cinco tiros. Até então, eu não pensei que seria isso. Depois, quando saí de casa para ver o que estava acontecendo, estava cheio de gente na rua e me falaram que ela tinha morrido.”

Segundo Maria Clara, Silvani trabalhava como manicure em um espaço adaptado dentro da própria casa, onde também morava com o companheiro e os três filhos.

Amiga relata conflitos entre casal

Manicure é morta a tiros dentro de salão no bairro Funcionários, em Contagem • Reprodução/ Redes sociais
Manicure é morta a tiros dentro de salão no bairro Funcionários, em Contagem • Reprodução/ Redes sociais

A estudante contou que tinha uma relação próxima com Silvani por ser cliente dela e que, durante os atendimentos, a manicure compartilhava alguns detalhes da vida pessoal.

Segundo Maria Clara, Silvani havia contado que o relacionamento tinha brigas e dificuldades. Ela também afirmou que a amiga começou a se relacionar com o homem quando tinha aproximadamente 18 anos e que os três filhos do casal eram dele.

“Ela falava que o relacionamento tinha algumas brigas e tudo mais.”

Maria Clara disse ainda que, em algumas ocasiões, presenciou ligações do companheiro durante os atendimentos. Segundo ela, a maneira como ele conversava com Silvani dava a impressão de uma tentativa de controle ou manipulação.

Câmeras do salão 

Segundo informações relatadas pela amiga, o salão possuía câmeras de segurança. Após o crime, o suspeito teria apagado o acesso às imagens antes de fugir.

A informação deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O corpo de Silvani foi encontrado pela filha mais velha do casal, de 17 anos. Conforme o relato, a adolescente teria chegado ao local e encontrado a mãe já sem vida.

A Polícia Militar foi acionada e realiza buscas pelo companheiro da vítima, apontado como principal suspeito.

Crime chocou vizinhos

Maria Clara contou que os moradores ficaram assustados com o assassinato. Segundo ela, pouco depois dos disparos, vizinhos saíram de casa para entender o que havia acontecido.

“Pegou a vizinhança, todo mundo. Veio aqui desesperado, chorando, porque foi tudo um choque. Foi do nada.”

A estudante também relatou que o socorro e o acionamento das autoridades ocorreram poucos minutos após os disparos.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

 

 

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