Caso Ana Luiza: testemunhas são ouvidas na 1ª audiência nesta quinta-feira (16)
O réu deve participar por meio de videoconferência; crime ocorreu no dia 16 de janeiro

Acontece, no início da tarde desta quinta-feira (16), a primeira audiência para ouvir testemunhas do caso da morte da menina Ana Luiza Silva Gomes, de apenas 12 anos, no bairro Bela Vitória, região Nordeste de Belo Horizonte.
A audiência acontece no 2º Tribunal do Júri Sumariante, na avenida Augusto de Lima, no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul. O réu, Davi Martins Santos, deve participar por meio de videoconferência. Em 26 de janeiro, ele foi indiciado pelos crimes de estupro, homicídio, fraude processual e corrupção de menores.
Segundo a polícia, a morte ocorreu após o tórax da menina ser comprimido durante a violência sexual, o que a impediu de respirar. Para a corporação, ele não se preocupou em prestar socorro e apenas tentou simular outra causa de morte. Na versão dele, ela passou mal após usar loló. Contudo, a PC comprovou, por meio de exames toxicológicos, que Ana Luiza não tinha usado nenhuma substância ilícita.
Veja cronologia do crime:
- Câmeras de segurança mostram que, no dia 16 de janeiro, por volta de 10h13, a menina entrou em uma casa na rua Marrocos Filho com um homem;
- Três horas depois, a câmera flagra o mesmo homem, com uma roupa diferente, olhando o movimento da rua. Em seguida, ele é flagrado deixando o corpo da menina no passeio da casa;
- O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o óbito, constatado no local;
- O suspeito foi encontrado e contou à polícia que estava no campo de futebol do bairro Nazaré, quando viu Ana Luiza. Ele disse que ela pediu água, pois estava passando mal, e que ele a convidou para ir até a sua casa;
- Em determinado momento, na versão dele, ela ficou com falta de ar e ele a levou para fora de casa e acionou socorro. As investigações, no entanto, apontam que ela morreu por sufocamento durante estupro e foi deixada, já sem vida, do lado de fora da casa;
- Ele foi preso em flagrante no dia 17 de janeiro e, no dia 26 de janeiro, foi indiciado por estupro, homicídio e fraude processual criminosa;
- A menina foi sepultada no dia 17 de janeiro, no Cemitério da Saudade, na região Leste de BH.
- Agora o inquérito foi finalizado e caberá a Justiça analisar o caso e as provas apresentadas.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.



