A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação sobre a morte de um bebê, encontrado dentro de uma mochila, ocorrida no início de fevereiro, em Jeceaba, na Região Central do estado.
A mãe e, segundo a corporação, o 'suposto' pai da criança foram indiciados e tiveram a prisão preventiva decretada. No entanto, a defesa da mulher aponta "incoerência" no inquérito e acredita em sua inocência. Leia a nota na íntegra ao final da matéria.
Segundo a polícia, o casal sabia da gravidez desde o início e chegou a tentar interrompê-la, sem sucesso. Para esconder a gestação da família, a mulher teria apresentado um exame com sinais de adulteração.
O parto aconteceu sem acompanhamento médico, quando a gestação já estava avançada. De acordo com as investigações, logo após o nascimento, a mãe teria impedido o choro do bebê e o colocado dentro de uma mochila.
A criança nasceu com vida, segundo a perícia, mas foi encontrada morta horas depois por pessoas que estavam no local.
A mulher foi hospitalizada após sofrer uma hemorragia.
Com a conclusão do inquérito, a mãe foi indiciada por homicídio qualificado, tentativa de aborto, falsificação de documento e ocultação de cadáver. Já o suposto pai vai responder por participação na tentativa de aborto, falsificação de documento e também por omissão no homicídio.
O caso foi encaminhado à Justiça.
Defesa se manifesta
Em nota, a defesa da mulher informou que:
"Inicialmente a defesa de Milena Manoel Santos acredita em sua inocência.
Recebe a noticia de seu indiciamento com surpresa, mas, muita tranquilidade.
A incoerência do precipitado relatório do Inquérito Policial se extrai nele próprio, quando a própria Policia Civil, por meio de seus peritos são claros e taxativos:
Após Exame Necroscópico ficou comprovado que no Recém Nascido não foram evidenciados Lesões Macroscopicas;
1. Que todas as estruturas musculares aponeuróticas e traqueias estavam perfeitas;
2. Que não é possível determinar a causa Morte;
3. Que não é possível determinar se houve vida extra-uterina, há somente indícios.
Por fim e muito importante, o próprio exame afirma que não há elementos para afirmar, se houve aborto provocado.
Sendo assim, data máxima vênia, o respeitável indiciamento no crime de Homicídio se mostra, equivocado e totalmente desprovido de elementos que o justifique e ampare, a defesa de Milena, confia na justiça, e demonstrará que a cliente é totalmente inocente."