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Carnes vencidas são apreendidas em nova fiscalização na fábrica da Ao Gosto, em BH

Estabelecimento está interditado desde março após Instituto Mineiro de Agropecuária recolher cerca de 30 toneladas de produtos

Por e 
Fábrica da Ao Gosto em BH foi interditada em março por falta de autorização sanitária • Reprodução / Google Street View

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realizou uma nova fiscalização na fábrica da Ao Gosto — que está interditada desde março — no bairro Sagrada Família, na Região Leste de Belo Horizonte. A ação, executada nessa quinta-feira (9), constatou produtos irregulares e fora do prazo de validade.

O estabelecimento está interditado desde o dia 17 de março, quando o IMA fez a apreensão de aproximadamente 30 toneladas de carne e, entre outras irregularidades, verificou que o local estava sem autorização sanitária para a atividade industrial, operando apenas com alvará voltado ao comércio varejista.

Em nota enviada à Itatiaiao Instituto Mineiro de Agropecuária confirmou a nova fiscalização, considerada de rotina, apontando que, durante a inspeção em câmaras frias, "foram encontrados produtos cárneos e massas com prazo de validade vencido".

O IMA afirmou que os responsáveis pelo estabelecimento indicaram que os produtos são de retorno das outras unidades da empresa e já seriam descartados, sem a exposição ao público.

O órgão fiscalizador realizou a apreensão de todas as carnes de retorno e efetuou o novo lacre da câmara fria. Ainda segundo o IMA, a Ao Gosto foi notificado e deverá apresentar esclarecimentos quanto à destinação dos produtos apreendidos, incluindo os itens que foram retidos anteriormente e aqueles identificados nesta nova fiscalização.

À Itatiaia, a empresa Ao Gosto informou que recebeu voluntariamente a equipe do IMA na fábrica do estabelecimento, "com o objetivo de promover os ajustes finais relacionados a requisitos de natureza meramente burocrática." (veja comunicado completo abaixo)

Veja nota completa da Ao Gosto

"A empresa Ao Gosto, fundada em 1982, sempre atuou com foco na comercialização de produtos de extrema qualidade. Ao longo de sua trajetória, consolidou reconhecimento em âmbito estadual, destacando-se como uma empresa séria, comprometida e que tem a qualidade como um valor inegociável.

A Ao Gosto reafirma que apoia e mantém, desde a sua fundação, uma relação de transparência e cooperação com os órgãos de fiscalização, estando sempre de portas abertas para o cumprimento de suas obrigações legais.

Na presente data, recebeu voluntariamente a equipe do IMA em suas dependências, com o objetivo de promover os ajustes finais relacionados a requisitos de natureza meramente burocrática.

Reitera, por fim, que seu compromisso com o povo mineiro permanece firme, pautado na responsabilidade, na qualidade de seus produtos e no respeito às normas vigentes."

Bruno Correa Lemos - Advogado Ao Gosto

Fiscalização apreende 30 toneladas de carne em março

A fábrica da Ao Gosto foi interditada em 17 de março, após uma fiscalização do IMA constatar irregularidades na unidade, que também não tinha autorização sanitária para a atividade industrial.

Os produtos encontrados no estabelecimento, estimados em 30 toneladas de carne, foram apreendidos e permanecerão no local até a realização da inutilização, que deverá ocorrer sob acompanhamento do IMA.

Na época, a Ao Gosto informou, em nota, que a fiscalização faz referência apenas a “aspectos de natureza burocrática” e à necessidade de ajustes documentais. A empresa também esclareceu que todas as lojas da marca permanecem abertas e em pleno funcionamento.

Além da falta de registro voltado para atividade industrial, o IMA identificou o processamento de diversos produtos cárneos, como carnes in natura e temperadas, embutidos, hambúrgueres e carne moída, comercializados sob marca própria, tanto na forma refrigerada quanto congelada.

A inspeção também apurou irregularidades como a ausência de selo de inspeção sanitária, utilização de rotulagem com dados de outra unidade da empresa, além da presença de produtos sem comprovação de origem.

De acordo com o IMA, a operação foi articulada após uma denúncia anônima encaminhada pela Ouvidoria-Geral do Estado. O documento indicava que o estabelecimento estava executando atividades para as quais ele não tem permissão sanitária.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.