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Atleta paralímpica é solta um dia após agredir a mãe com soco inglês em BH

Larissa Lohana Lopes Alves, de 28 anos, também teria agredido um dos policiais durante a abordagem; atleta vai usar tornozeleira eletrônica e não poderá se aproximar da mãe

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Fotos mostram a atleta paralímpica Larissa Lohane Lopes Alves
Larissa Lohane Lopes Alves foi presa na quarta-feira (1º) • Reprodução/Redes sociais

A Justiça determinou, no fim da manhã desta quinta-feira (2), a soltura da atleta de taekwondo paralímpico Larissa Lohane Lopes Alves, de 28 anos, presa na madrugada de quarta-feira (1º) suspeita de agredir a própria mãe, de 48 anos, no bairro Vila Maria, região Nordeste de Belo Horizonte. A atleta faz parte da seleção brasileira de parataekwondo.

Segundo o boletim de ocorrência, os militares foram chamados por vizinhos que ouviram a confusão e os gritos de socorro dados pela mãe da atleta. Os policiais encontraram vários eletrodomésticos e objetos pessoais jogados em via pública, que, segundo a vítima, teriam sido destruídos por Larissa.

Os policiais relataram no registro que a atleta estava ‘muito alterada e agressiva’, e não acatava as ordens. Ao mesmo tempo, a vítima gritava ‘em alto e bom tom’ que teria sido agredida pela filha. Ao ser avisada de que ela seria levada para a delegacia, Larissa teria dado um soco em um dos militares, que precisaram imobilizar a atleta para que ela não agredisse mais ninguém.

Soltura

Em audiência de custódia nesta quinta-feira (2), pouco mais de 24 horas após as agressões, Larissa acabou sendo beneficiada com a liberdade provisória. A juíza Juliana Miranda Pagano argumentou que os crimes supostamente cometidos pela atleta são puníveis com até quatro anos de detenção, o que permitiria a soltura.

Apesar disso, Larissa vai precisar respeitar várias medidas cautelares, como manter uma distância mínima de 200 metros da mãe, não voltar a morar na mesma casa da vítima e comparecer a todos os atos do processo, além de informar periodicamente à Justiça as suas atividades. Larissa também deverá usar tornozeleira eletrônica por, pelo menos, três meses.

A Itatiaia tenta contato com a defesa de Larissa. No sistema judiciário, consta a informação de que a atleta é representada pela Defensoria Pública. O espaço segue aberto.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

 

 

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