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Arma falhou três vezes, diz motoboy agredido por grupo que matou mulher na Grande BH

Entregador afirma que ajoelhou, rezou e esperou os tiros virem, mas acabou contando com a sorte para sobreviver

Por e 
Homem teve prisão ratificada com base no artigo 242 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Crime ocorreu nesta madrugada (8) • Reprodução/Freepik

O motociclista de 63 anos que foi agredido e roubado ao tentar ajudar uma mulher que foi morta em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta terça-feira (2), afirmou que viu a morte passar diante de seus olhos após ser ameaçado pelos criminosos. O entregador só não foi morto porque a arma de um dos suspeitos falhou três vezes (relembre o caso no fim da matéria).

Em entrevista à Itatiaia, o motociclista, que prefere não se identificar, conta que estava em Belo Horizonte e pegou uma entrega para a cidade de Ibirité e, na sequência, para Imbiruçu, em Betim, As corridas seguintes também foram para a cidade. Ao passar pela rua Adutora Várzea das Flores, antes mesmo de chegar ao destino final, ele viu a mulher caída e tentou ajudar.

‘Eu achei que ela tinha passado mal. Não quis mexer e decidir dar a volta para chamar o socorro. Quando eu diminui a velocidade, eles se aproximaram e me fecharam. Quando eu estava quase caindo da moto, eles me chutaram. Eu caí no chão e ouvi eles falaram que eu ia morrer’.

Mulher morta e motociclista roubado em BH

As duas ocorrências foram registradas na noite desta terça-feira (2), no bairro Vila Cristina, em Betim. Aos militares, o motociclista relatou que estava indo buscar uma encomenda no bairro Duque de Caxias, em Betim, quando encontrou uma mulher caída na rua Adutora Várzea das Flores. Na sequência, ele foi surpreendido por três homens em um carro modelo VW Gol, agredido com socos e pontapés e ameaçado: ‘você vai morrer’.

Um dos suspeitos estava armado, e apontou a arma em sua direção. No entanto, o revólver falhou e os suspeitos mandaram o motociclista fugir. Os criminosos ainda tentaram atropelar o motociclista na fuga, mas a vítima se jogou em um matagal. A motocicleta e seus bens pessoais foram levados.

Ao chegarem no local, os militares encontraram o corpo de uma mulher de 39 anos com várias lesões na cabeça e já sem vida. O marido da vítima afirmou que a mulher teria saído de casa por volta das 19h30 dizendo que iria “pegar um dinheiro” com um conhecido. Ele não soube dar detalhes sobre a ação da companheira.

Também disse que o veículo da mulher possuía GPS, só que a empresa contratada para o serviço só fazia o monitoramento do carro após as 8h. A perícia encontrou documentos de terceiros na bolsa da mulher, que estava próxima ao corpo. Cartões de banco e de planos médicos, além de um aparelho semelhante a um gravador.

Mulher tinha medida protetiva contra o filho

Fontes ligadas à Itatiaia informaram que a mulher vítima do homicídio possuía uma medida protetiva de urgência contra o filho, que é usuário de drogas. Em setembro do ano passado, ela teria acionado a polícia contra ele.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.