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Após o mês mais quente da história, o que esperar de outubro Minas? 

Dias devem ser quentes, acompanhados de chuva; especialista explica não haver previsão de fenômenos atípicos da estação 

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Veja qual é a previsão para outubro
Veja qual é a previsão para outubro • Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Setembro foi um mês de temperaturas recorde e chuvas escassas. Depois dos dias quentes inesquecíveis provocados pela onda de calor que atingiu Minas Gerais (43,5 °C em São Romão no dia 26 daquele mês) e Belo Horizonte (38,6 °C na estação da Pampulha no dia 25), o que se pode esperar de outubro e do período chuvoso? 

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“Como estamos nos trópicos, vivemos duas estações: uma seca e uma chuvosa. Não temos as quatro estações, como aprendemos quando criança nos filmes", explica o professor de geografia Lucas Oliveira. "Com isso, outubro é o começo da primavera, o fim da estação seca e o começo da estação marcada pela chuva, acompanhada de altas temperaturas.”

Nesta terça-feira (3), a região metropolitana está sob risco moderado de inundações e deslizamentos de terra, segundo um relatório divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Apesar do aviso, o especialista explica não haver previsão de chuvas tão fortes este mês.

"Agora, em outubro, esse risco é relativamente baixo. O Cemaden emitiu esse alerta, porque há possibilidade de pancadas de chuva na terça. Então, pode ser que em algumas cidades chova mais, mas não é nada que coloque em risco a população. O que pode acontecer é a queda de taludes na beira das estradas ou locais onde o solo está muito exposto", afirma.

Conforme o professor, nesta época, os dias são muito quentes, mas contam com o alívio da chuva. Segundo Lucas, até o momento, não há nenhuma previsão de fenômeno anormal. "Atípico seria uma semana de frio, mas não temos essa previsão", disse.

Esta semana, a previsão é de chuva todos os dias. Haverá a formação de um ciclone na quarta (4) e outro de sexta (6) para sábado (7). "Os ciclones são causados pela movimentação do ar em uma zona de baixa pressão atmosférica que forma a chuva, a massa que está atuando: a Tropical Continental. Mas ela já está úmida enquanto, na semana passada, estava seca", explicou.

Acumulado de chuva

A região do Barreiro de Belo Horizonte registrou 36,6% de toda a chuva esperada para outubro nos três primeiros dias do mês. Segundo a Defesa Civil, a regional acumulou, até às 5h50 desta terça-feira (3), 40,3 milímetros. O esperado para dezembro é de 110,1 milímetros.

As regiões Norte e Oeste seguem logo atrás, com o acumulado de 30,8 milímetros e 30,6 mm. Em 10 dias, Belo Horizonte registrou mais da metade da chuva prevista para todo o mês de dezembro.

O balanço da Defesa Civil municipal indica que, apenas nesta madrugada, choveu 10,9 milímetros, representando 9,9% do volume previsto para este mês.

A previsão é de que o volume aumente nas próximas horas. Isso porque o órgão emitiu um alerta para áreas de instabilidade atmosféricas que podem provocar pancadas de chuva, raios e rajadas de vento ocasionais em torno de 50 km/h até as 8h desta quarta-feira (4). O volume previsto é de 20 a 30 milímetros.

Capital se prepara

A chegada das chuvas vem acompanhada de um sentimento de preocupação para moradores de Belo Horizonte, principalmente no entorno da avenida Teresa Cristina e Vilarinho, pontos de risco frequente de enchentes durante o período chuvoso. Durante reunião realizada nessa segunda-feira (2), com todo o primeiro escalão da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o prefeito Fuad Noman (PSD), inaugurou o Grupo de Gestão de Risco e Desastre.

O prefeito revelou que o órgão já gastou mais de R$1 bilhão durante o período com o intuito de reduzir os danos provocados pelas precipitações. De acordo com Fuad, a expectativa é de que pelo menos três obras sejam finalizadas e comecem a funcionar ainda neste ano.

*com informações da repórter Fernanda Rodrigues

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.