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Anel Rodoviário é liberado após protesto na Região Oeste de BH

Manifestação de moradores da ocupação Vila Maria bloqueou o trecho no Betânia no início da manhã

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Anel Rodoviário, em BH, foi liberado
Anel Rodoviário, em BH, foi liberado • Oswaldo Diniz/ Itatiaia

O Anel Rodoviário, na Região Oeste de Belo Horizonte, foi liberado na manhã desta terça-feira (9). O protesto ocorreu desde o início da manhã, no trecho da descida do Betânia, no sentido Vitória.

No local, o líder comunitário José Ribamar afirmou que a mobilização foi uma tentativa de abrir diálogo com o poder público diante da possibilidade de desocupação da área.

“Já enviamos várias cartas ao prefeito pedindo uma reunião para conversar sobre esse projeto, mas até agora ninguém se mobilizou para falar com os moradores da Vila Maria. O único meio que encontramos para que isso chegasse ao poder público foi por meio dessa manifestação”, disse.

Segundo ele, os moradores não eram contrários ao projeto em discussão, mas cobravam garantias.

Durante o protesto, houve incêndio de materiais na pista, o que causou danos ao asfalto.

O fogo abriu um buraco na pista. A BHTrans esteve na via para avaliar a situação e discutir com a PBH se o trecho seria liberado imediatamente ou interditado para reparos. Ao final, foi definida a liberação do tráfego, com a previsão de que o buraco seja fechado posteriormente.

A liberação ocorreu após acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que acompanhou toda a ocorrência e atuou na retirada dos materiais incendiados.

Reflexos no trânsito

Mesmo com a liberação, o trânsito seguiu bastante intenso, com mais de seis quilômetros de lentidão em cada sentido do Anel Rodoviário. Os reflexos atingiram a BR-040, desde a saída de Nova Lima, além de diversos pontos da capital e da Região Metropolitana.

Na região Oeste, houve congestionamento nos bairros Estoril e Buritis, especialmente na Avenida Professor Mário Werneck e na Avenida Barão Homem de Melo.

Veja o que diz a prefeitura

A Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) informou, por meio de nota, que a ocupação está localizada em uma área de preservação permanente, situada no Parque Jacques Cousteau.

"Desde a identificação da irregularidade, a Subsecretaria de Fiscalização de Belo Horizonte (SUFIS) notificou os ocupantes e a reintegração de posse foi requerida pela Procuradoria-Geral do Município. O caso segue tramitando na Justiça", disse.

O município disse que apresentou diversas tentativas de solução, com a apresentação de propostas às famílias, "incluindo a oferta de abono pecuniário, além da realização de diversas audiências de conciliação no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc)."

Conforme a nota, o Cersam não será construído na área ocupada pelas famílias.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

Por, Repórter

Jornalista formada pela PUC Minas, é repórter multimídia da Itatiaia com foco na editoria de Cidades. Estagiou na emissora por dois anos e atuou na Brazilian Traffic Network como repórter de trânsito em emissoras de BH. Vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo Universitário 2024 e do Intercom Sudeste 2025.