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Alta no preço do café pode trazer desafios para produtores do Sul de Minas

A Itatiaia Sul de Minas conversou com o presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais e com fundador do Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas para entender como a elevação afeta a região.

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Produtores vão precisar se organizar para a próxima safra, conforme explica Guilherme Vivaldi, o fundador do GEESUL. • Franciele Brígida

A economia de Varginha é majoritariamente impulsionada pela exportação de café. Para se ter uma ideia, o município ficou em 4º lugar em um ranking das cidades que mais impulsionaram as exportações mineiras em 2024. Dados da Fundação João Pinheiro apontam que Varginha registrou US$ 2 bilhões em exportações lideradas pelo café.

A recente alta nos preços do café pode trazer um sabor agridoce para os profissionais do setor, conforme explica o presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais, Ricardo Schneider.

O impacto dessa alta acentuada no mercado de café tem vários fatores: o comércio sofre um pouco pelo aumento da necessidade de capital financeiro para fazer a movimentação e o giro dessa mercadoria, tornando essa operação um pouco mais cara. Ao mesmo tempo, o produtor que tinha café disponível para venda pode se beneficiar de preços mais altos e realmente trouxe aí um pouco mais de recursos para investir na sua produção.

— ricardo schneider

Já o fundador do Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas, Guilherme Vivaldi, detalha que a economia local é movimentada por vários setores relacionados ao grão. "Nós temos aí, desde as questões do fertilizante, a produção, o beneficiamento, a industrialização e a exportação do café para o mundo todo. Nós temos como destaque as cidades de Três Pontas e de Campos Gerais, que são as maiores produtoras de café do Brasil, e também a cidade de Varginha, que é uma das que mais exporta café em Minas Gerais". Ele também conta que será necessário se planejar para a próxima safra.

A atual alta do café traz aspectos positivos e negativos para a economia da região. Positivo, pois os exportadores estão conseguindo vender a preços altos e, ao mesmo tempo, recebendo esse valor em dólar, que também está em alta. Porém, para o consumidor final, o cafezinho está ficando mais caro e o produtor começa a ter os seus estoques diminuídos com o tempo. Será necessário um planejamento para a próxima safra, para reestabelecer os estoques e uma normalização do preço do café, mantendo essa cadeia produtiva, aqui da região, mais estável e pujante.

— guilherme vivaldi
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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.

 

 

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