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Acidente com 39 mortos em MG: laudo da defesa aponta que motorista de carreta não usou drogas

Defesa do motorista Arilton Bastos Alves, alega que laudo da Polícia Civil não condiz com a realidade; acidente aconteceu em dezembro de 2024

Por e 
Novo laudo foi apresentado por advogados do motorista nesta segunda-feira (10), em coletiva. • Foto: Oswaldo Diniz

A defesa do motorista Arilton Bastos Alves, que dirigia a carreta envolvida no acidente que matou 39 pessoas na BR-116, em Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais, em dezembro do ano passado, rebate as alegações feitas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), sobre uso de droga.

Em um laudo divulgado na época do acidente, a PC aponta que o motorista, 41 anos, estava sob efeito de drogas e álcool. Porém, em coletiva nesta segunda-feira (10), o advogado do caminhoneiro, contestou a acusação.

Segundo Fabiano Lopes, o laudo que apontava uso de droga nunca foi apresentado à imprensa, e que o resultado de um novo exame feito por um laboratório mineiro deu negativo para qualquer tipo de droga no sangue de Arilton.

"Ou seja, se a prisão foi baseada em um exame toxicológico de urina, ele jamais foi apresentado. Já nós, estamos apresentando um material biológico e um exame que deu negativo para qualquer droga", começou detalhando, ao mostrar imagens do exame.

Ainda conforme a defesa de Arilton, um novo pedido de liberdade será solicitado nesta segunda (10). No dia do acidente, Arilton fugiu do local.

Exames foram feitos em dezembro e janeiro

Ainda de acordo o advogado Raony Scheffer, que também representa Arilton, a prisão do motorista foi decretada em cima de um exame coletado no dia do depoimento do acusado, em 23 de dezembro de 2024, dois dias após o acidente, quando ele se entregou a polícia. Naquele dia, ele teria feito um exame de urina e, posteriormente, ao resultado, foi preso no dia 21 de janeiro de 2025.

"O resultado foi negativo para todos os tipos e drogas testadas. Ou seja, aquele exame da Polícia Civil, não condiz com a realidade", disse Raony Scheffer, ressaltando que o exame tem uma janela temporal de 180 dias.

Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento e outras informações serão repassadas em momento oportuno. No entanto, confirma que a prisão do motorista ocorreu pela ausência dele no local do acidente; o sobrepeso da carga da carreta; não conferência das condições de transporte da carga; excesso de velocidade; jornada exaustiva de viagem; a falta de descanso e o uso de substâncias entorpecentes.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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