Mulher é encontrada morta em apartamento no ES; namorado é principal suspeito
Suspeito ateou fogo no próprio corpo ao ser abordado por policiais e está hospitalizado; causa da morte da vítima não foi concluída

O corpo de uma mulher de 58 anos foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro de um apartamento no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari, no Espírito Santo. A vítima, identificada como Rosi Mari Marcelly Ayalla, não era vista há aproximadamente 20 dias.
O principal suspeito é o namorado dela, Alex de Almeida Barros, de 48 anos. Ele foi preso em Rio Casca, município localizado na Zona da Mata de Minas Gerais, após fugir com o carro da vítima. Ao ser abordado por autoridades de segurança, ele ateou fogo no próprio corpo.
A Polícia Militar do Espírito Santo foi acionada para verificar uma ocorrência de encontro de cadáver em um imóvel na tarde dessa quarta-feira (27). A Polícia Científica (PCIES) informou que a perícia taatembém foi acionada para a ocorrência e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) em Vitória.
Segundo informações preliminares, repassadas pela Polícia Civil (PCES), os familiares da vítima perceberam movimentações suspeitas no celular dela, como pedidos de dinheiro por mensagens de texto, com linguagem incompatível com a forma habitual de comunicação dela. Por isso, eles decidiram acionar a PM.
O corpo passará por necropsia antes de ser liberado. A causa da morte depende da conclusão dos laudos periciais. A Polícia Civil indicou que, até a tarde de quinta-feira (28), não era possível afirmar a motivação ou a natureza do crime.
As investigações prosseguem, sob responsabilidade da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Namorado é principal suspeito
Durante as investigações, os policiais identificaram que o companheiro da vítima estaria utilizando pertences pessoais dela, incluindo o veículo e o telefone celular.
Alex de Almeida Barros fugiu em direção ao estado de Minas Gerais, com o automóvel da vítima. Ele foi identificado e uma tentativa de abordagem foi realizada com apoio integrado das políticas Civil e Militar de Minas Gerais, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Durante a ação, o suspeito ateou fogo contra o próprio corpo e foi socorrido em estado grave para uma unidade hospitalar.
As investigações apontam que o Alex tentava receber cerca de R$300 mil da venda de um imóvel da vítima. Por isso, ele usou o celular da mulher para enviar mensagens a conhecidos solicitando transferências e cobranças em nome dela, segundo a polícia.
O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) informou à Itatiaia que Alex foi condenado, em 2020, pelo crime de homicídio simples, com pena de 12 anos de prisão. Porém, em setembro de 2025 teve concedido o livramento condicional após cumprir mais de um terço da pena e preencher os requisitos legais para isso.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



