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Jovem denuncia agressão de servidoras da Prefeitura de Belford Roxo em karaokê

Vítima mostrou os hematomas e falhas no couro cabeludo e afirmou que agressoras trabalham em órgãos ligados à proteção da mulher; prefeita se posiciona

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Vítima denunciou agressões nas redes sociais • Redes sociais

Uma jovem de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, usou as redes sociais para denunciar ter sido agredida por três mulheres dentro de uma academia de crossfit no bairro Areia Branca, no último domingo (21). Em vídeos publicados na internet, a vítima aparece com hematomas no rosto, olho roxo, ferimentos nos lábios, arranhões pelo corpo e uma falha no couro cabeludo, que, segundo ela, foi causada durante a agressão.

De acordo com o relato, a confusão teria começado durante um karaokê realizado no local. A jovem afirmou que havia pago para participar da atividade e estava cantando quando passou a ser alvo de críticas.

"Todo mundo pagou o karaokê. Eu posso cantar 30 músicas, eu vou cantar. Assim como elas também", afirmou em um dos vídeos.

Segundo a denunciante, a situação se agravou quando o marido dela se afastou do local. Ela relata que as mulheres começaram a fazer comentários sobre sua apresentação, tomaram o microfone e iniciaram uma luta corporal.

A jovem afirma que foi agredida por três pessoas ao mesmo tempo. Em uma das publicações, ela chegou a afirmar que "ser bonita e feliz tem seus contras".

Servidoras da prefeitura

Nas redes sociais, a vítima afirmou que as supostas agressoras seriam servidoras comissionadas da Prefeitura de Belford Roxo e atuariam em órgãos ligados à proteção das mulheres.

A denúncia ganhou repercussão porque, segundo ela, as envolvidas trabalhariam em setores voltados ao acolhimento e à defesa de vítimas de violência.

Qual a versão das suspeitas de agressão?

Pronunciamento de uma das agressoras • Redes sociais
Pronunciamento de uma das agressoras • Redes sociais

Após a repercussão do caso, uma das mulheres apontadas como agressoras publicou um posicionamento nas redes sociais contestando a narrativa apresentada pela denunciante.

Segundo ela, não houve agressão coletiva. "Ninguém juntou em ninguém", escreveu.

A mulher afirmou ainda que a confusão teria ocorrido apenas entre ela e a denunciante e que suas amigas não participaram das agressões.

"Foi uma briga entre eu e ela. Minhas amigas não chegaram nem perto dela", declarou.

Ela também negou ter atuado em uma ONG de proteção à mulher e afirmou que o episódio ocorreu fora do horário de trabalho e sem relação com suas funções públicas.

A envolvida alegou ainda que a versão divulgada pela vítima omite fatos e afirmou que o marido da jovem também teria participado da confusão. "Você não aceitou sua coça e criou a narrativa de que juntamos em você. Toda história tem dois lados", escreveu.

O que diz a Prefeitura?  

Após a repercussão do caso, a prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella (União Brasil), publicou um vídeo nas redes sociais informando que as três servidoras serão exoneradas.

"Eu fiquei indignada ao tomar conhecimento do que aconteceu. Três servidoras comissionadas da Prefeitura de Belford Roxo agrediram outra mulher. Isso é inaceitável. Não tem justificativa, não tem explicação e principalmente não tem espaço dentro da nossa gestão para esse tipo de conduta", declarou.

A prefeita afirmou ainda que a proteção às mulheres é uma das principais bandeiras da administração municipal e destacou a atuação da Patrulha Maria da Penha no município.

"Já determinei à Secretaria de Assistência Social que preste toda a assistência à vítima em tudo que ela precisar. Ela não vai estar sozinha. A prefeitura está ao lado dela", acrescentou.

O que disse a academia?

Em nota publicada nas redes sociais, a academia Cross Insano afirmou repudiar qualquer forma de violência e informou que adotou as medidas necessárias após o episódio.

"O Cross Insano vem a público manifestar seu total repúdio a qualquer forma de agressão, desrespeito, intimidação ou conduta que comprometa a integridade física, emocional e moral de nossos alunos, colaboradores e frequentadores", informou.

A empresa afirmou ainda que prestou suporte aos envolvidos e que a situação foi tratada internamente, priorizando a segurança e o acolhimento das pessoas afetadas.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.