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Homem é preso suspeito de matar e ocultar corpo de irmã no ES; mãe pede justiça

Cadáver foi encontrado no quintal de casa pela mãe dos envolvidos; vítima estava desaparecida há cinco dias

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Miriam de Oliveira Soares, de 39 anos, foi encontrada morta no quintal de casa no Espírito Santo. • Foto: Redes Sociais

Um homem de 42 anos foi preso suspeito de ocultar o cadáver da irmã dele, uma mulher de 39 anos, no quintal de casa, no bairro Serra Dourada I, na Serra, Grande Vitória. A vítima estava desaparecida desde a última terça-feira (12), quando a mãe deles localizou o corpo com diversas lesões provocadas por arma branca.

A prisão do suspeito foi feita pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Plantão do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), no sábado (16).

Testemunhas relataram à corporação que o homem teria cometido o homicídio após uma briga familiar, por causa das plantas cultivadas pela vítima no quintal de casa. Depois do crime, o corpo da mulher foi enterrado no quintal da residência.

A Polícia Civil prendeu o suspeito em flagrante por ocultação de cadáver. A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) indicou que ele será indiciado por homicídio durante a investigação e na conclusão do inquérito.

A corporação indicou que o suspeito tem histórico de ocorrência relacionada ao crime de ameaça. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem, em Viana, e está à disposição da Justiça.

Mãe quer justiça pela filha

A mãe do suspeito e da vítima disse que busca justiça pela filha e disse que não vai pagar advogado ou até mesmo visitar o filho que está preso. "Ele vai pagar pelo que fez com minha filha", desabafou a mulher ao g1.

Ela contou ao veículo de imprensa que encontrou o corpo da filha enquanto estendia roupas no varal, ao sentir um forte cheiro vindo da terra onde a vítima foi enterrada.

"Estava colocando roupa na corda. De repente eu vi a areia subindo e subiu aquele mau cheiro forte", disse. A mãe ainda relatou que começou a mexer na terra até que viu a barriga da filha.

Sobre o suspeito, ela relatou que o homem permaneceu em casa enquanto a família procurava pela vítima durante os dias em que ela estava desaparecida.

“Ele estava tranquilo lá em cima, sentado vendo televisão. Frio, frio, frio”, afirmou em entrevista ao g1.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.