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Sociedade Brasileira de Diabetes critica retirada de jovem de prova de Enem: 'Bizarro'

O caso aconteceu nesse domingo (3), em Sobradinho, no Rio Grande do Sul, sendo compartilhado nas redes sociais do pai do jovem

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Brasil recebe primeiro lote de insulina glargina para diabetes tipo 2 • Reprodução/Freepik

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) criticou, por meio de nota nessa terça-feira (6), a retirada do adolescente com diabete eliminado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) após o sensor de glicemia disparar durante prova do último domingo (4). O caso aconteceu nesse domingo (3), em Sobradinho, no Rio Grande do Sul, sendo compartilhado nas redes sociais do pai do jovem.

A nota classificou o episódio como “bizarro” e ainda lamentou que o fato ocorreu no Novembro Diabetes Azul, período em que o órgão tenta a conscientização. “Nos parece, no mínimo, uma falta de sensibilidade, para não falar de total desconhecimento, o que aconteceu com esse jovem em Sobradinho, no Rio Grande do Sul”, diz o presidente da SBD, Ruy Lyra.

A SBD disse que mantém conversações com o MEC a fim de existir a possibilidade de as pessoas com diabetes, que necessitam de insulinoterapia, a entrarem nas salas de aula com seus celulares. “Eles são importantes porque fornecem informações sobre a glicemia e alertam quando há necessidade de intervenção.”

O órgão lembrou que apoia as ações para que crianças e jovens não usem celular nas salas de aula, mas, em algumas situações particulares, dentre elas as pessoas com diabetes que necessitam de insulina para manter a glicemia controlada, é fundamental que elas fiquem com seus celulares o tempo todo.

“Em nome da Sociedade Brasileira de Diabetes, nós repudiamos veementemente o tipo de postura verificada no Rio Grande do Sul, ceifando do jovem a possibilidade de terminar sua prova do Enem e atingir seus objetivos. Nós apoiamos esse jovem com diabetes, nos coadunamos com seu sentimento e repudiamos toda e qualquer medida parecida com a que ele se deparou no último domingo.”

O que diz o Inep

Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que permitiu o "uso de dispositivo eletrônico de aferição de glicose para os participantes do Enem 2024 que informaram ter diabetes no ato da inscrição". “Nesses casos, o dispositivo eletrônico ficou dentro do envelope porta-objetos para uso pelo participante nos momentos necessários”, diz o texto.

O instituto destacou ainda que os participantes que se sentiram prejudicados por conta de algum erro de aplicação “podem solicitar a reaplicação do exame e terão o direito de fazer as provas em 10 e 11 de dezembro”.

Diabetes tipo 1

Na postagem feita na rede social, o pai explicou que o filho tem diabetes tipo 1, quando há pouca ou nenhuma produção de insulina no corpo, e que precisa monitorar o nível de açúcar no sangue para saber quando tomar o medicamento. O adolescente usa no braço um tipo de sensor de glicemia, que é conectado ao celular, e apita quando os níveis estão fora do normal.

Ainda conforme o pai, o celular do adolescente estava sob a posse do fiscal na hora da prova, quando o alarme do sensor disparou uma vez. A situação já foi suficiente para que o estudante fosse eliminado e retirado da sala por “perturbar os demais alunos”. O adolescente ainda precisou assinar uma ata e foi obrigado a deixar a escola onde fazia a prova.

Para advogado Bruno Rodarte, especialista em Direito Administrativo, o estudante pode acionar a Justiça para buscar reparação por dano moral.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.