'Só pensava na morte': trabalhador de fábrica de fantasias no RJ relata como escapou do incêndio
Carlos Cordeio de Souza, de 36 anos, disse que ele e outros quatro amigos se salvaram após descer por um buraco do segundo para o primeiro andar; diversas pessoas ficaram em estado grave

“A gente trabalhou até 3 horas da manhã, deu uma esticada e quando foi mais ou menos umas 7h, eu escutei estouro de vidro, né? E uma voz de fundo gritando é fogo”, começou dizendo Carlos Cordeiro de Souza, de 36 anos.
"No segundo andar entramos em desespero, uma das pessoas tentou abrir a porta e veio aquele fogo preto. Só que nessa parte tinha um tipo, um buraco que estava uma tábua, a gente tirou essa tábua e conseguiu descer para o primeiro. Se não fosse isso, a gente ia ficar preso lá em cima", desabafou.
Sensação de desespero e de morte
Em entrevista a Itatiaia, o funcionário confirmou que havia mais de 30 pessoas dentro do local e muitos estavam dormindo na hora do incêndio. Segundo ele, no momento em que perceberam a situação, o único pensamento foi de desespero.
"Eu entrei em desespero e o que veio na cabeça foi a morte, né? Como eu vou sair daqui? Mas aí o pessoal, que era mais antigo, já sabia já dessa saída entre aspas e aí conseguimos nos salvar. Mas na hora foi desesperador, os gritos, as explosões, foi um susto", finalizou ele.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.




