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RS tem quatro barragens com risco de ruptura; outras nove estão em alerta

Treze barragens são monitoradas pela Aneel, ONS e Sema, em nível de emergência, alerta e atenção

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FAB envia helicópteros para resgatar atingidos por enchente no RS; 8 pessoas morreram | CNN Brasil
Produtores rurais de municípios do RS que foram atingidos pelas enchentes terão mais prazo para renegociar as dívidas • Créditos: CNN Brasil

O estado do Rio Grande do Sul tem quatro barragens em nível de emergência, ou seja, com risco de ruptura iminente. Uma delas, a 14 de Julho, já sofreu um rompimento parcial.

A barragem da Usina Hidrelétrica Bugres, em Canela, a Barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves, e a Barragem Saturnino de Brito, São Martinho da Serra, também estão com risco de ruptura, sendo a população retirada do local pelos órgãos competentes.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) fazem o monitoramento de 13 barragens do estado.

As barragens em alerta, ou seja, que as anomalias apresentam risco à segurança, são a da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, em Uruguaiana, Samuara e Dal Bó, em Caxias do Sul, e a Capané, em Cachoeira do Sul.

Já as em nível de atenção, ou seja, quando as anomalias não comprometem a segurança da barragem a curto prazo, mas exigem monitoramento, são as da Canastra, em Canela, Guarita, em Erval Seco, Herval, em Santa Maria do Herval, Passo do Inferno, em São Francisco de Paula, e UHE Jacuí, no Salto do Jacuí.

Barragens monitoradas pelas autoridades

Nível de Emergência - Risco de ruptura iminente, exigindo providências para preservar vidas:

  • UHE 14 de Julho, em Cotiporã e Bento Gonçalves (situação inalterada desde o rompimento da parcial no dia anterior);
  • UHE Bugres, em Canela;
  • Barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves (houve erosão da margem direita da barragem; 50 famílias estão sendo retiradas);
  • Barragem Saturnino de Brito, São Martinho da Serra (necessidade de evacuação da população potencialmente atingida).

Nível de Alerta - Quando as anomalias representam risco à segurança da barragem, exigindo providências para manutenção das condições de segurança:

  • Samuara, em Caxias do Sul;
  • Dal Bó, em Caxias do Sul;
  • Capané, em Cachoeira do Sul;
  • UHE Dona Francisca, em Uruguaiana.

Nível de Atenção - Quando as anomalias não comprometem a segurança da barragem no curto prazo, mas exigem monitoramento, controle ou reparo ao decurso do tempo:

  • Canastra, em Canela;
  • Guarita, em Erval Seco;
  • Herval, em Santa Maria do Herval;
  • Passo do Inferno, em São Francisco de Paula;
  • UHE Jacuí, no Salto do Jacuí.

Temporal no RS

As regiões mais afetadas pelas chuvas no RS são: Central, Vale do Rio Pardo, Metropolitana, Serra Gaúcha e Vale do Taquari. Mais de 500 mil pessoas estão sem água e há mais de 292 pontos sem luz.

Segundo o último boletim da Defesa Civil, foram registradas 37 mortes. Há 74 desaparecidos, 74 feridos, 23.598 desalojados e 7.949 pessoas em abrigos nos 235 municípios atingidos. No total, 351.639 pessoas foram afetadas.

As mortes foram em Santa Cruz do Sul (4), Gramado (4), Três Coroas (3), Canela (2), Boa Vista do Sul (2), Paverama (2), Salvador do Sul (2), Serafina Corrêa (2), Santa Maria (2), Taquara (2), Candelária (1), Caxias do Sul (1), Bento Gonçalves (1), Pantano Grande (1), Putinga (1), Itaara (1), Encantado (1), Segredo (1), São João do Polêsine (1), Silveira Martins (1), Vera Cruz (1) e São Vendelino (1).

O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública nessa quarta-feira (1º), e o governador Eduardo Leite, afirmou que esse será “o maior desastre da história do Rio Grande do Sul”.

A Marinha do Brasil enviou equipes, embarcações, aeronaves e viaturas para ajudar no resgate. A Força Aérea Brasileira enviou dois helicópteros para resgatar vítimas em cidades isoladas por causa das interdições nas rodovias, como Candelária, por exemplo.

Recomendações da Defesa Civil:

  • Se puder, permaneça em casa;
  • Esteja atento aos boletins meteorológicos e alertas de emergência emitidos pelo Estado;
  • Siga as instruções das autoridades locais e utilize as rotas de evacuação recomendadas;
  • Evite o deslocamento para regiões afetadas;
  • Se morar em área de risco, abandone o local com antecedência;
  • Separe os documentos importantes e embale-os em sacos plásticos;
  • Ao sair desligue a chave geral de eletricidade, água ou gás;
  • Evite atravessar as águas de carro ou a pé;
  • Se ficar isolado em local inseguro, chame imediatamente o Corpo de Bombeiros (193);
  • Encha recipientes com água potável para uso em caso de interrupção no fornecimento;
  • Não enfrente cursos d’água com correnteza, pois você e seu veículo podem ser arrastados.
  • Caso seja surpreendido por uma inundação, fique atento ao nível de água observando os demais veículos;
  • Se o nível da água tiver ultrapassado o meio da roda, desligue o veículo, desça e, a pé, procure um lugar seguro para permanecer;
  • Se o nível da água tiver ultrapassado o nível da porta, desça pela janela do carro, suba ao teto do veículo e pegue um cinto de segurança para se segurar até a chegada do resgate;
  • Somente siga dirigindo, com a atenção redobrada, se o nível da água estiver abaixo do nível da roda.

Por que chove tanto no Sul do Brasil?

As tempestades são provocadas pela área de instabilidade gerada pela presença de duas massas de ar, quente e fria. Municípios de SC e do RS registraram alagamentos, enxurradas, queda de árvores, vendavais e queda de energia, além de dezenas de mortos e desaparecidos.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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