Rio de Janeiro tem infestação de escorpião; mais de 100 pessoas já foram picadas em 2024
Ao todo, segundo a secretaria de saúde do estado, 38 municípios registraram eventos de picada neste ano

O governo do Rio de Janeiro voltou o foco para o aparecimento de escorpiões na região de Porto Real, no interior do estado, nos últimos dias.
Um plano de ação, em colaboração com o Instituto Vital Brazil, realizou a coleta dos animais peçonhentos e capacitação dos profissionais da área de saúde das cidades.
Segundo Claudio Maurício Vieira, biólogo e coordenador do Laboratório de Artrópodes do Instituto Vital Brazil, a presença destes animais tem aumentado consideravelmente nos últimos anos em áreas onde antes eram menos frequentes. O coordenador também detalhou as ações realizadas na cidade de Porto Real e em Búzios.
Uma das estratégias essenciais que desenhamos para lidar com essa situação é o apoio teórico e prático às prefeituras para a identificação, prevenção e controle da proliferação de escorpiões. Isso inclui, por exemplo, a capacitação dos técnicos municipais de vigilância e agentes de saúde. Em Búzios, também foram coletados escorpiões, o que demonstra a necessidade de medidas eficazes”, explicou Vieira.
A Secretaria de Saúde do Rio informou que em 2024, até o momento, 101 pessoas foram picadas por escorpiões em todo o estado. Desse total, 69 dos acidentes foram leves; 17 moderados; 14 ignorados; e apenas 1 caso grave. Em todo o ano de 2023, a secretaria afirmou ter tido 818 casos de picadas de escorpião.
Segundo a SES-RJ, a lista de eventos com escorpiões envolve 38 municípios do estado do Rio, sendo: 13 em Petrópolis; 9 em Areal; 6 em São Francisco de Itabapoana; outras 6 em Paraíba do Sul; 5 em Iguaba Grande; 6 em Três Rios; 7 em Volta Redonda; outras 3 em Mendes; e mais 3 em Araruama.
Em 14 municípios, houve registro de 2 picadas por escorpião: Campos dos Goytacazes; São João da Barra; Rio de Janeiro (capital); Rio das Flores; Pinheiral; Carmo; Natividade; Itaocara; Italva; Cambuci; Barra do Piraí; Sapucaia; Resende e Valença.
Outros 16 municípios, houve registro de 1 picada por escorpião: Casimiro de Abreu; São Pedro da Aldeia; Nova Friburgo; Miracema; São Fidélis; Miguel Pereira; Bom Jesus do Itabapoana; Engenheiro Paulo de Frontin; Barra Mansa; Vassouras; Itaperuna; Arraial do Cabo; Quatis; Saquarema e Sumidouro.
Mesmo não aparecendo na lista da SES-RJ, a cidade de Búzios confirmou à CNN o registro do primeiro caso de picada de escorpião. No episódio, uma pessoa foi picada e encaminhada para atendimento médico no Hospital Rodolfo Perissé, onde permaneceu em observação e depois foi liberada.
“Pedimos à população que permaneça vigilante e tome precauções ao frequentar áreas onde escorpiões possam estar presentes”, diz a nota da prefeitura.
O Instituto Vital Brazil estuda as razões para o aumento do número de escorpiões nos últimos anos no estado do Rio de Janeiro, as mudanças climáticas podem ser apontadas como um dos fatores. Além de Búzios e Porto Real, o IVB já colaborou no controle destes animais em outros municípios como Petrópolis, Rio das Flores, São Francisco do Itabapoana, São Gonçalo, Três Rios, Pinheiral, Piraí e Sapucaia.
Como se prevenir de acidentes com escorpiões e outros animais peçonhentos
Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e material de construção nas proximidades das casas.
Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas.
Manter a grama aparada; limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas.
Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois animais podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo; combater a proliferação de insetos, para evitar o aparecimento de escorpiões e aranhas que deles se alimentam; verificar a presença de animais em hortifrutigranjeiros.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes para impedir o trânsito de aranhas pela residência.
*Sob supervisão de André Rigue
Essa notícia é fornecida em parceria com a CNN Brasil
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