Polícia de SP investiga participante do 'Casamento às Cegas' por estupro, violência doméstica e psicológica
Leandro Marçal e Ingrid Santa Rita se casaram no reality da Netflix; denúncia à polícia foi feita na quarta (10)

Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil de São Paulo para investigar uma denúncia de estupro feita contra Leandro Marçal, participante do reality show "Casamento às Cegas", da Netflix. A investigação é feita pela Delegacia de Defesa da Mulher de Osasco, na Grande São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como estupro de vulnerável, violência psicológica contra a mulher e violência doméstica. A vítima e também participante do programa, Ingrid Santa Rita, que se casou com o suposto agressor no programa, foi até a delegacia na quarta-feira (10).

No mesmo dia, o último episódio da temporada que o casal participou foi divulgado. No programa, ela deu a entender que foi forçada a ter relações sexuais não consentidas. Leandro afirmou, também no episódio, que teve problemas sexuais no relacionamento, não citou diretamente as acusações e pediu desculpas à mulher.
Na quinta-feira (11), Ingrid usou a conta no Instagram para publicar um vídeo sobre o caso. Segundo o relato, ela foi estuprada diversas vezes pelo ex-companheiro, que tinha problemas de ereção. Ela conta que ele interrompeu a busca por ajuda e tentou conversar Leandro.
"O abuso, o estupro, essa é a palavra, começou a acontecer a partir do momento em que eu tive esse recorte, essa conversa com ele. O Leandro me esperava dormir para tentar resolver o problema dele", afirmou. "Na cabeça dele, se ele conseguisse transar comigo, não teríamos mais problema nenhum. Só que ele esqueceu que precisava me avisar, que precisava ser consentido", relatou.
Pela versão dela, na última tentativa de estupro do ex-companheiro, ela desmaiou e chegou a perder a consciência, acordando com as filhas em cima dela. "Nesse último dia eu colapsei. Ele tentou de novo, por diversas vezes. Eu dizendo: 'Leandro, para, isso vai me machucar'", contou.
Ingrid também afirmou que, mesmo assim, ele insistiu. "Eu gritava: 'não toca mais em mim'. Desmaiei, bati as costas na cama. Acordei com as minhas filhas em cima de mim. O Leandro sentado na cama, me olhando", disse.
A Polícia Civil solicitou exames para o Instituto Médico Legal (IML) e também fez, com urgência, um pedido de medida protetiva para a mulher à Justiça.
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