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Pais, alunos e professores homenageiam menina que morreu ao participar de 'desafio do desodorante'

Sarah Raíssa, de oito anos, teve morte cerebral confirmada após fazer desafio que viu na internet; escola faz alerta a pais e alunos sobre os perigos das redes sociais

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Polícia vai notificar TikTok após criança morrer em desafio do desodorante | CNN Brasil
Sarah Raíssa morreu após inalar desodorante aerossol • Créditos: CNN Brasil

Sarah Raissa Pereira de Castro, de 8 anos, que morreu após inalar desodorante ao participar de um desafio no TikTok, foi homenageada nesta quinta-feira (17). Pais, alunos e professores da Escola Classe 6, em Ceilândia (DF), onde a menina estudava, participaram de uma caminhada, carregando balões brancos e cartazes.

Entre os escritos, havia frases como: "Estamos aqui para oferecer apoio e solidariedade à família neste momento", "Na internet nunca sabemos quem está atrás das telas", "Cuidado com as redes sociais, perigo constante" e "Luto".

"Até então, os pais não ficavam tão atentos. Agora estão preocupados com o que os filhos têm acesso na escola. Isso é positivo. [...] Alguns pais chegaram bastante nervosos, procurando a gente na direção, que encontraram sim algumas coisas, que eles estavam atentos, porque achavam que as crianças só jogavam joguinhos e viam filmes infantis", contou ao g1.

Criança morre após participar de desafio na internet

A operação foi deflagrada dois dias depois da morte de Sarah Raíssa Pereira de Castro, de oito anos, que morreu após inalar desodorante aerossol no Distrito Federal. A criança participava de um desafio do TikTok e acabou sofrendo uma parada cardíaca. Ela foi reanimada, mas teve morte cerebral confirmada no domingo (13).

A família de Sarah Raissa Pereira de Castro afirma que ela participou de uma “brincadeira” conhecida como “desafio do desodorante”, que consiste em inalar o spray pelo maior tempo possível.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. As autoridades tentam encontrar os responsáveis pelas publicações do desafio nas redes sociais. Caso sejam localizados, os autores podem responder por homicídio duplamente qualificado através de meio que pode causar perigo comum e contra menor de 14 anos. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.