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Onça que devorou caseiro ameaça atacar veterinários durante reabilitação: 'reativa a humanos'

Animal está “alerta e consciente”, mas ainda apresenta alguns problemas de saúde; felino está internado no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS) há cinco dias

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Onça-pintada foi capturada e levada para reabilitação • Reprodução/ PMA

A onça-pintada que matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, no Mato Grosso do Sul, se mostrou reativa à presença humana e ameaçou atacar a equipe do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), onde segue internada há cinco dias. A informação foi divulgada no boletim médico de segunda-feira (28).

Conforme os veterinários que monitoram o animal, a onça está "alerta e consciente". Os exames de ultrassonografia mostraram alterações agudas nos rins e fígado, mas não há sinais de insuficiência nos órgãos. Anteriormente, os exames indicavam um comprometimento no local.

"Temos que ter paciência com o ganho de peso. Fornecer alimento na quantidade adequada para o peso e tamanho do animal para ele ganhar peso aos poucos", disse Thyara de Deco Souza e Araujo, professora de medicina veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e médica à frente dos cuidados do animal, em entrevista à CNN Brasil.

Relembre o caso

Na manhã da última terça-feira (22), policiais militares ambientais encontraram os restos mortais do caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense. A autoria do ataque foi associada a uma onça-pintada que andava pela região.

Parte dos restos mortais estavam dentro de uma toca usada pela onça, a cerca de 300 metros do rancho onde o caseiro trabalhava. Durante o resgate do corpo do idoso, o animal também atacou os policiais que participavam da operação.

O corpo foi retirado da mata e levado para o Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana. A perícia técnica confirmou que o caseiro havia morrido devido ao ataque da onça.

As investigações consideram algumas hipóteses para o ataque, uma delas é que o animal teria avançado no homem devido à falta de alimento no local, ou ao comportamento defensivo da própria espécie. Além disso, a corporação também trabalha com a ideia de que o animal poderia estar em período reprodutivo, o que deixa machos mais agressivos.

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul (Semadesc), não havia registros recentes de ataques na região.

*Com informações de CNN Brasil

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.