Ex-gerente é preso suspeito de desviar R$ 10 mi de fazenda no Tocantins
Péricles Antônio Pereira utilizava do cargo de confiança para superfaturar serviços prestados por terceiros à propriedade rural

Um ex-gerente de fazenda foi preso pela Polícia Civil do Tocantins (PCTO) suspeito de desviar R$ 10 milhões de uma grande fazenda no Tocantins.
Segundo a PC, Péricles Antônio Pereira utilizava do cargo de confiança para superfaturar serviços prestados por terceiros à propriedade rural.
As investigações, conduzidas pela PCTO e pela Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), apontaram que havia diferença entre os valores reais e os declarados por ele. Essa diferença era desviada para contas próprias do investigado e de terceiros.
Péricles Antônio também trabalhava como agiota, então a diferença entre os valores declarados também era utilizada como empréstimos informais.
A Justiça mandou bloquear R$ 10 milhões nas contas de Péricles e da esposa dele, além de R$ 1,6 milhão nas contas de uma empresa que fazia parte do esquema.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Miranorte, na casa do investigado, e Lajeado, em uma chácara adquirida por ele com o dinheiro ilícito, cidades no Tocantins, além de imóveis vinculados ao suspeito e registrados em nome de terceiros em Novo São Joaquim, no Mato Grosso.
Os crimes ocorreram entre 2021 e 2025, quando Péricles se aproveitou da confiança do dono da fazenda para cometer os crimes.
Gerente recebia R$ 26 mil e teve evolução patrimonial incompatível
Segundo as investigações, foi constatado que Péricles recebia um salário de aproximadamente R$ 26 mil e apresentou uma evolução patrimonial incompatível com a renda declarada, passando de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão em um ano, sem justificativa.
Péricles aplicou mais de R$ 2,5 milhões em fundos de investimento. Ele pesquisou na internet sobre formas de investimento capazes de gerar renda mensal de R$ 20 mil, e sobre como é processo contra funcionário acusado de superfaturamento.
Crimes
Péricles poderá responder por furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e crime da lei de usura (agiotagem). A PC aponta indícios de falsidade ideológica, falsificação de documentos, estelionato, constrangimento ilegal e extorsão.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



