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Justiça concede liberdade a médica acusada de atirar e matar o ex-marido no Alagoas

Alan Cavalcante, também médico, foi morto em frente ao local onde a ex trabalha; Nádia Tamyres alegou legítima defesa e declarou: 'matei ele antes de ele me matar'

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Médico é morto a tiros em Arapiraca; ex-esposa é suspeita do crime
Médico é morto a tiros em Arapiraca; ex-esposa é suspeita do crime • Reprodução

No documento, o desembargador destacou: “Sob o fundamento da garantia da ordem pública, com apoio, essencialmente, na gravidade abstrata do delito e na suposta frieza da execução”, mas que, no caso concreto, “não há qualquer indicativo de que a paciente mantenha histórico de violência contra terceiros ou represente ameaça difusa à coletividade”.

Relembre o caso

O médico Alan Carlos de Lima Cavalcante foi morto a tiros na tarde de domingo (16) em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Arapiraca, Alagoas.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), no domingo, Alan Carlos estava dentro de um carro, estacionado em frente à UBS onde a ex-mulher trabalha, quando foi atingido por vários disparos e morreu no local.

Versão da médica

Em entrevista à TV Pajuçara, Nadia afirmou que agiu motivada por medo. Disse que os dois viveram juntos por cerca de 20 anos, desde que se casaram, quando ela tinha 15 anos.

Ela declarou ter denunciado o ex-marido por abusar da filha do casal há cerca de um ano e meio, o que levou à concessão de uma medida protetiva. A médica também afirma ter medida protetiva contra um primo de Alan, que, segundo ela, a ameaçaria a mando do ex-companheiro.

Nadia afirmou que, cerca de uma semana antes do crime, esse primo teria sido visto na esquina da unidade de saúde onde ela trabalha. Ela relata que chamou a polícia, mas que o homem apresentou documentos falsos e foi liberado.

No dia do crime, a versão dela é de que ela viu o carro de Alan parado próximo à UBS e acreditou que se tratava de uma emboscada. Ela explicou que tem posse de arma por morar na zona rural, e que decidiu atirar porque acreditou que seria atacada.

Segundo seu relato: Matei ele antes de ele me matar. Ele tinha medida protetiva. O que ele foi fazer lá?”.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.